Presidente Lula – Foto: Instagram
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o uso excessivo de mensagens em grupos de WhatsApp durante o ato de abertura do 16º Congresso do PCdoB, realizado em Brasília na quinta-feira, 16 de outubro de 2025. Lula apontou o envio constante de saudações como “bom dia” e “boa noite” como exemplo de conversa desnecessária que interfere na rotina diária.
Ele destacou que tais práticas transformam interações familiares e profissionais em fluxos intermináveis de notificações, sem propósito claro. O evento reuniu líderes partidários e ministros da base aliada, que ouviram o discurso com atenção.
- Mensagens diárias sobre refeições ou saudações ocupam tempo excessivo.
- Grupos de WhatsApp recebem atualizações triviais a qualquer hora.
- Lula mencionou parentes que antes se viam raramente, mas agora trocam mensagens constantes.
A crítica surgiu no contexto de discussões sobre equilíbrio entre tecnologia e relações humanas, conforme o presidente enfatizou.
Conversas excessivas em aplicativos de mensagens
Lula descreveu os grupos de WhatsApp como espaços onde se discute “o que diabos se conversa”, citando exemplos como perguntas sobre almoços ou jantares. Ele argumentou que essa frequência de trocas não adiciona valor às relações.
O presidente recordou que, antigamente, encontros mensais com parentes bastavam, mas agora as mensagens invadem o dia inteiro. Essa mudança, segundo ele, gera uma sobrecarga desnecessária.
Celulares em reuniões presenciais
Em reuniões com quatro participantes, três acabam consultando o celular, observou Lula. Ele planejava confrontar alguém na plateia usando o aparelho para ilustrar o ponto.
A presença de dispositivos sobre a mesa interrompe o foco, afirmou o presidente. Ninguém espera chamadas urgentes de figuras como o presidente chinês Xi Jinping ou o russo Vladimir Putin, ironizou.
Esse hábito reflete uma distração coletiva durante eventos oficiais. Lula gesticulou para os presentes, questionando a necessidade de manter os aparelhos à mão.
Hábitos noturnos e matinais com notícias
Todo mundo verifica notícias à meia-noite, antes de dormir, apontou Lula. Essa prática causa inquietação, pois expõe a conteúdos negativos que roubam o sono.
Ao acordar, em vez de gestos afetuosos entre casais, cada um pega o celular imediatamente. O presidente questionou o benefício de saber sobre incidentes ruins logo cedo.
Dependência digital como problema atual
Lula classificou o apego constante aos celulares como “dependência digital”, uma condição que exige controle. Ele enfatizou que ninguém precisa segurar o aparelho o tempo todo, pois não há assuntos urgentes para discutir incessantemente.
Essa visão alinha-se a preocupações globais sobre o impacto da tecnologia na saúde mental, com estudos indicando que 70% dos usuários checam notificações logo ao acordar. O presidente defendeu limites para preservar interações reais.
No congresso, a declaração gerou reflexões entre os participantes sobre o equilíbrio entre conectividade e presença. Lula concluiu que a moderação beneficia a produtividade em ambientes profissionais.
Rotina familiar afetada por notificações
A troca de mensagens triviais invade momentos íntimos, como o café da manhã em família. Lula ilustrou com o exemplo de casais que priorizam telas em vez de conversas presenciais.
Ele mencionou que notícias ruins à noite, como acidentes ou mortes, desnecessariamente perturbam o descanso. Essa exposição constante cria um ciclo de ansiedade desprovido de filtro.
Medidas para reduzir o uso excessivo
Lula adotou regras pessoais contra o celular em refeições ou no banheiro, promovendo uma educação para o autocontrole. Em seu gabinete, o uso de aparelhos é vetado durante agendas.
- Evitar checagens noturnas de notícias para manter o sono regular.
- Priorizar ligações diretas em vez de mensagens em grupo.
- Manter dispositivos longe durante refeições familiares.
Essas práticas visam reconectar pessoas com o ambiente ao redor, conforme o presidente defendeu.
Críticas anteriores de Lula à tecnologia
Em 2023, durante live nas redes, Lula já havia criticado o uso abusivo de celulares, chamando-o de “doença ou prepotência”. Ele relatou não ser refém do aparelho, optando por contatos tradicionais.
Na ocasião, o presidente ironizou quem carrega múltiplos dispositivos, questionando sua importância. Essa posição reforça sua visão consistente sobre o tema.
Impacto em ambientes profissionais
No governo, o excesso de mensagens afeta a eficiência de reuniões ministeriais. Lula observou que distrações digitais prolongam discussões sem resolução.
Ele sugeriu que o foco em telas diminui a qualidade das deliberações coletivas. Essa observação ocorreu em meio a debates sobre governança digital no evento.

