Foto: Posto de Gasolina Etanol Combustível – Foto: Thanaphum Tachakanjanapong/istock
Os preços médios da gasolina comum nos Estados Unidos caíram para US$ 2,98 por galão em 1º de dezembro de 2025, o menor valor nacional desde fevereiro de 2021, ajustado pela inflação. A Administração de Informação Energética (EIA) divulgou os dados na atualização semanal de combustíveis, destacando o impacto da redução nos custos do petróleo bruto, que representa cerca de metade do preço final ao consumidor. Essa queda ocorre em meio a uma demanda estável e estoques elevados, beneficiando motoristas em todo o país durante o período de festas de fim de ano.
A variação nacional reflete tendências sazonais de inverno, com a transição para misturas de gasolina mais baratas de produzir. Analistas apontam que o preço atual alivia o orçamento familiar em um momento de inflação controlada. Regiões centrais e sulistas registram os menores valores, enquanto a Costa Oeste mantém patamares mais altos devido a fatores logísticos e regulatórios.
Causas da redução nos custos
A principal razão para a queda reside na diminuição dos preços do petróleo bruto, que recuou para níveis abaixo de US$ 70 por barril no final de novembro. Essa tendência resulta de aumentos na produção global por parte da Opep+ e de produtores como os EUA, Canadá e Brasil, elevando os estoques em mais de 1,2 bilhão de barris.
Refinarias operam com margens menores, contribuindo para o repasse ao varejo em cerca de 23% do preço total. A demanda por gasolina caiu de 8,72 milhões para 8,32 milhões de barris por dia na última semana, segundo a EIA, o que reforça a pressão baixista.
Fatores sazonais, como a menor circulação de veículos pós-Ação de Graças, aceleram o ajuste. Especialistas observam que políticas de exportação e importação estáveis evitam volatilidades externas.

Variações por região nos EUA
Na Costa do Golfo, os preços atingiram US$ 2,55 por galão, o menor do país, impulsionados pela proximidade de refinarias e exportações elevadas. Essa área, responsável por grande parte da produção nacional, beneficia de custos logísticos reduzidos.
O Midwest registra US$ 2,74 por galão, com quedas acentuadas em estados como Ohio e Wisconsin, onde mais de 20 mil postos oferecem combustível abaixo de US$ 2,75. A região central vê alívio graças a estoques abundantes e rotas de distribuição eficientes.
- Costa Leste: Média de US$ 2,93, com variações de US$ 2,82 no Atlântico Inferior a US$ 3,09 no Atlântico Central.
- Montanhas Rochosas: US$ 2,78, estável em relação ao ano anterior.
- Costa Oeste: US$ 4,03, influenciada por impostos estaduais e distâncias de suprimento.
Essas diferenças regionais afetam diretamente o consumo local, com 32 estados abaixo de US$ 3 por galão em média.
A Califórnia destaca-se com US$ 4,36, devido a regulamentações ambientais rigorosas que elevam os custos de refino em até 21%. Cidades como Los Angeles e San Francisco pagam mais de US$ 4,30, contrastando com Houston, no Texas, a US$ 2,48.
Comparação com anos anteriores
Em dezembro de 2024, o preço médio nacional era de US$ 3,03 por galão, uma redução de 1,6% este ano. Ajustado pela inflação, o valor de 2025 equivale ao menor desde 2021, período marcado por recuperação pós-pandemia.
Durante o pico de 2022, após a invasão da Ucrânia, os preços superaram US$ 5 por galão, forçando liberação de reservas estratégicas. Agora, com produção doméstica em alta, o mercado estabiliza sem intervenções emergenciais.
Dados da AAA mostram que, em maio de 2021, o último marco abaixo de US$ 3 ocorreu em contexto de demanda reprimida pela Covid-19. A atual queda, no entanto, reflete equilíbrio entre oferta e consumo sazonal.
O diesel acompanha a tendência, caindo para US$ 3,72 por galão, 5,5 centavos menos que na semana anterior. Essa sincronia beneficia setores como transporte e agricultura.
Implicações para o consumidor americano
Motoristas poupam em média US$ 0,05 por galão semanalmente, totalizando US$ 0,26 menos que em novembro. Para um tanque de 50 litros, isso representa economia de cerca de US$ 8 mensais por veículo.
Postos no Midwest já oferecem opções abaixo de US$ 2,50, atraindo maior fluxo de abastecimento. Analistas preveem manutenção desses níveis até janeiro, salvo interrupções climáticas.
A transição para blends de inverno, mais econômicos, sustenta a acessibilidade. Consumidores em áreas rurais, dependentes de longas distâncias, sentem o impacto positivo imediato.
Fatores globais que influenciam o mercado
A Opep+ anunciou aumentos de produção em outubro, alinhados a demandas globais moderadas. Isso pressiona os preços do Brent e do WTI para baixo em 15% e 16% no ano, respectivamente.
Exportações russas e medidas contra produtores afetam o fluxo, mas a abundância doméstica dos EUA mitiga riscos. Citi projeta estabilidade com foco em energia acessível.
- Aumento de 214 milhões de barris em estoques de gasolina na última semana.
- Demanda global enfraquecida por economias asiáticas em desaceleração.
- Políticas de exportação elevadas, com navios-tanque carregando recordes de 1,2 bilhão de barris.
Esses elementos combinados garantem suprimento contínuo sem picos inesperados.

