Polícia investiga latrocínio na morte de advogado Luiz Fernando Pacheco em Higienópolis, SP

Redação
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Polícia investiga latrocínio na morte de advogado Luiz Fernando Pacheco em Higienópolis, SP
Luiz Fernando Pacheco

Luiz Fernando Pacheco – Foto: Reprodução/OAB-SP

Câmeras de segurança registraram a abordagem violenta ao advogado criminalista Luiz Fernando Pacheco, de 51 anos, na rua Itambé, em Higienópolis, região central de São Paulo, na madrugada de 30 de setembro de 2025. Ele saiu de um bar e esperava um carro de aplicativo quando um casal o agrediu para roubar o celular, relógio e documentos, levando à suspeita de latrocínio. Pacheco caiu após receber um soco, bateu a cabeça e foi encontrado desacordado horas depois por uma testemunha que acionou o Samu.

A polícia do 4º Distrito Policial, na Consolação, apura a dinâmica do crime com análise de imagens e depoimentos. O advogado foi levado à Santa Casa de Misericórdia, onde faleceu sem identificação imediata, permanecendo 36 horas como desconhecido. Familiares registraram desaparecimento no dia 30, mas só confirmaram o óbito após exames.

  • Suspeitos: Homem e mulher fugiram com os itens roubados.
  • Hipótese inicial: Queda e trauma craniano como causa principal.
  • Exclusão: Intoxicação por metanol descartada por falta de evidências.

Investigadores buscam testemunhas adicionais para mapear os passos de Pacheco naquela noite. A Secretaria de Segurança Pública confirma diligências em curso para identificar os agressores.

Dinâmica do assalto capturada em vídeo

Registros de câmeras mostram Pacheco caminhando pela rua após deixar o estabelecimento. O casal se aproximou rapidamente e anunciou o roubo.

Ele reagiu à tentativa de subtração dos objetos, resultando no golpe que o derrubou. Os ladrões fugiram imediatamente, deixando-o no local.

A polícia analisa postes digitais para rastrear os suspeitos por meio de dados de celular roubado.

Trajetória profissional de Pacheco na advocacia

Pacheco iniciou carreira em 1994 no escritório de Márcio Thomaz Bastos, tornando-se sócio em 2000. Atuou em casos como a defesa de José Genoino no Mensalão.

Fundou em 2013 o escritório Luiz Fernando Pacheco Advogados, focado em direito penal. Integração ao Grupo Prerrogativas em 2014 marcou sua atuação em defesa de prerrogativas.

Na OAB-SP, desde 2015, presidiu a Comissão de Direitos e Prerrogativas em 2022. Vice-presidente do IDDD e membro do Conselho Nacional Antidrogas completam seu currículo.

Ele dedicou-se voluntariamente à área penal entre 2021 e 2024, fortalecendo a advocacia paulista com articulação institucional e defesa do exercício profissional livre, sem se intimidar perante decisões judiciais monocráticas, o que o posicionou como referência em mais de 30 anos de atuação, colaborando para a proteção da independência da advocacia e da justiça como um todo.

Reações da OAB e do grupo Prerrogativas

A OAB-SP decretou luto oficial de três dias pelo falecimento. O presidente Leonardo Sica destacou a dedicação de Pacheco às causas da advocacia.

O velório ocorreu na sede da entidade, no Centro de São Paulo, com presença de autoridades jurídicas. Cremation reservada à família seguiu o evento.

Amigos e colegas lamentaram a perda de um profissional combativo e ético. O Grupo Prerrogativas emitiu nota sobre o impacto na advocacia nacional.

Avanços na apuração policial

Diligências incluem perícias nos itens periciados e buscas por imagens complementares. Equipe especial da Polícia Civil foi designada para o caso.

Exames toxicológicos confirmam ausência de metanol, reforçando a linha de latrocínio. Boletim de ocorrência registra a testemunha descrevendo convulsões e falta de ar na vítima.

A investigação prossegue com foco na identificação da dupla, utilizando análise forense de vídeos e rastreamento de bens roubados para esclarecer todos os fatos.

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