O prefeito de Goiânia Sandro Mabel afirmou que o Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores (Imas) corre risco de encerrar as atividades caso o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) não aprove o projeto que autoriza a contratação de uma empresa especializada para modernizar a gestão do plano de saúde dos servidores e auxiliar na administração do passivo estimado em R$ 226 milhões. Segundo ele, sem a profissionalização da operação, “não tem salvação”, em fala recente a rádio CBN.
“É a salvação do Imas. Eu fui muito claro ao dizer que o Imas não tem solução se não for profissionalizar aquilo de uma forma que a operação tenha visão e expertise. Se não aprovarem não tem o que fazer, o Imas fecha”.
Em entrevista exclusiva ao Mais Goiás, a presidente do instituto, Gardene Fernandes, detalhou o cenário enfrentado pela autarquia, explicou o plano de reestruturação e confirmou que a extinção é considerada pela Prefeitura como uma última alternativa, caso as mudanças não sejam suficientes para recuperar a sustentabilidade do plano de saúde dos servidores.
O projeto está tramitando no TCM. Atualmente, parou por um pedido de vistas do conselheiro Valcenor Braz, que avalia o valor da licitação de R$ 10,6 milhões. O prefeito tem grande expectativa de que o projeto seja aprovado.
“Ele pode analisar e trazer alguma contribuição, se for o acaso, mas está bem explicado. Eu estive pessoalmente e expliquei para todos os conselheiros. O Humberto Aidar veio com o parecer para acatar essa nova empresa”, comentou Mabel.
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Dívida chega a R$ 226 milhões
Durante a entrevista, Gardene Fernandes revelou que o IMAS acumula atualmente uma dívida histórica estimada em R$ 226 milhões. Segundo ela, o passivo foi construído ao longo de diversas gestões e representa um dos principais desafios para a sustentabilidade financeira do instituto.
Apesar disso, a presidente afirmou que a atual administração conseguiu reduzir significativamente os déficits mensais registrados anteriormente. “Em 2024 teve mês que teve mais de R$ 6 milhões de déficit. Hoje não temos um déficit enorme igual era. Estamos trabalhando justamente para garantir a sustentabilidade do instituto”, pontuou.
Ela destacou que todas as medidas adotadas pela gestão têm como foco preservar a assistência prestada aos servidores municipais. “Nosso compromisso é com os nossos 70 mil usuários. Todas as medidas que estamos adotando são para melhorar o atendimento, modernizar o instituto e garantir a sustentabilidade da assistência ao servidor”, pontuou.
A presidente fez questão de esclarecer que a futura empresa não assumirá a administração do instituto. Segundo ela, as decisões administrativas, a fiscalização dos contratos, o controle dos recursos públicos e toda a gestão institucional continuarão sendo responsabilidade do Imas e da Prefeitura de Goiânia. A atuação da empresa ficará concentrada no suporte operacional e na modernização dos processos internos.
A contratação da empresa ainda depende da análise do Tribunal de Contas. Segundo Gardene Fernandes, o processo encontra-se sob avaliação do órgão de controle e não existe previsão para conclusão do julgamento. “Estamos aguardando o Tribunal de Contas. O cronograma depende do prazo do próprio Tribunal”, disse ao ser questionada sobre prazos. Até que haja uma decisão, a estrutura atual do Imas continuará funcionando normalmente.
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