SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Tomando como referência uma média internacional citada pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), a diferença entre os resultados do Paraná e de Alagoas no Pisa 2025 corresponderia a aproximadamente seis anos de aprendizagem na avaliação de resolução de problemas computacionais.
Além disso, O Paraná alcançou 467,4 pontos, contra 346,8 de Alagoas, uma distância de 120,6 pontos. Dessa forma, A estimativa considera que estudantes de aproximadamente 15 anos avançam, em média, cerca de 20 pontos na escala do Pisa ao longo de um ano escolar. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Pisa 2025 continuam sendo acompanhados com atenção.
Essa equivalência, porém, é apenas um parâmetro aproximado. Com isso, A própria OCDE adverte que o número varia entre países e sistemas educacionais. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Pisa 2025 nos últimos dias.
Contexto e detalhes sobre Pisa 2025
Nesse sentido, O Paraná obteve a maior nota do país nas quatro áreas avaliadas: ciências, leitura, matemática e resolução de problemas computacionais. Portanto, alagoas ficou na última posição em três delas. Em seguida, em resolução de problemas, superou apenas Maranhão e Amapá. Especialistas destacam que novas atualizações sobre Pisa 2025 devem surgir em breve.
De acordo com as apurações, A distância entre os dois estados também é elevada nas demais áreas. Por outro lado, em ciências, o Paraná marcou 461,6 pontos, contra 356,3 de Alagoas. Vale destacar que A diferença de 105,3 pontos corresponderia, pela referência média da OCDE, a aproximadamente 5,3 anos de aprendizagem. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Pisa 2025 continuam sendo acompanhados com atenção.
Sendo assim, em leitura, foram 458 pontos no Paraná e 362,6 em Alagoas, um intervalo de 95,4 pontos, correspondente a aproximadamente 4,8 anos, segundo a mesma aproximação. Além disso, em matemática, as médias foram de 423,1 e 332,9, respectivamente. Dessa forma, A diferença de 90,2 pontos corresponderia a cerca de 4,5 anos.
Com isso, É a primeira vez que o Pisa permite uma comparação direta entre os 26 estados e o Distrito Federal. Nesse sentido, até a edição de 2022, a amostra brasileira do exame era representativa apenas das cinco macrorregiões do país: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.
QUATRO ESTADOS E DF CONCENTRAM MELHORES NOTAS, INCLUINDO SP
Os cinco primeiros colocados são os mesmos nas quatro áreas, embora a ordem varie. Portanto, paraná e São Paulo ocupam, respectivamente, o primeiro e o segundo lugares em todas elas. Santa Catarina, Minas Gerais e Distrito Federal completam o grupo.
Tomando como referência a média internacional de 20 pontos por ano citada pela OCDE, a vantagem do Paraná sobre São Paulo, segundo colocado em todas as áreas, corresponderia a aproximadamente um ano de aprendizagem.
Em ciências, o Paraná alcançou 461,6 pontos, contra 442,6 de São Paulo. A diferença de 19 pontos corresponde, nessa aproximação, a cerca de um ano. Em relação a Santa Catarina, terceira colocada, com 430,6 pontos, a vantagem chega a 31 pontos, ou aproximadamente 1,6 ano.
Em leitura, a distância para São Paulo é de 24,3 pontos -458 ante 433,7-, correspondente a cerca de 1,2 ano pela mesma referência. Na comparação com Santa Catarina, terceira colocada, com 431,7 pontos, a diferença é de 26,3 pontos, ou aproximadamente 1,3 ano.
Em matemática, o Paraná marcou 423,1 pontos, 19,3 a mais que São Paulo, distância que corresponderia a aproximadamente um ano de aprendizagem. Minas Gerais ocupa a terceira posição, com 395,7 pontos. Nesse caso, a vantagem paranaense é de 27,4 pontos, correspondente a cerca de 1,4 ano.
Na resolução de problemas computacionais, o Paraná obteve 467,4 pontos, contra 446 de São Paulo. A diferença de 21,4 pontos corresponde a aproximadamente 1,1 ano, aplicando a referência média da OCDE. Em relação ao Distrito Federal, terceiro colocado, com 436 pontos, são 31,4 pontos de vantagem, ou aproximadamente 1,6 ano pela mesma aproximação.
A distância entre o segundo e o terceiro colocados é menor. Pela aproximação baseada nos 20 pontos, São Paulo está cerca de 0,6 ano à frente de Santa Catarina em ciências e 0,1 ano em leitura. A vantagem paulista corresponderia a 0,4 ano sobre Minas Gerais em matemática e a 0,5 ano sobre o Distrito Federal em resolução de problemas computacionais.
Os resultados mostram uma concentração dos melhores desempenhos entre unidades do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Paraná, São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais e Distrito Federal formam o grupo dos cinco primeiros colocados nas quatro áreas avaliadas, com mudanças apenas na ordem.
Na parte inferior dos rankings, predominam estados do Norte e do Nordeste. Alagoas, Roraima, Amapá, Maranhão, Bahia e Tocantins ocupam as seis últimas posições nas quatro avaliações, também com variações na ordem.
Alagoas aparece na última posição em ciências, leitura e matemática. Em resolução de problemas computacionais, fica em 25º lugar, à frente de Maranhão e Amapá.
BRASIL PERMANECE ABAIXO DA MÉDIA DA OCDE
Olhando para o macro, o desempenho do Brasil ficou estatisticamente estável em leitura e matemática na comparação com 2022, enquanto ciências apresentou melhora.
A média brasileira em leitura foi de 408 pontos, ante 410 em 2022. Em matemática, passou de 379 para 377. Já em ciências, subiu de 403 para 409 pontos.
Mesmo com a melhora em ciências, o Brasil permaneceu abaixo da média dos 38 países da OCDE que participaram da avaliação: 461 pontos em leitura, 463 em matemática e 482 em ciências.
O Pisa 2025 avaliou estudantes de 15 anos e reuniu cerca de 760 mil alunos de 91 países.
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