Além disso, sÃO PAULO (FOLHAPRESS) – O piloto Mauro Mattosinho afirmou à Folha nesta terça-feira (27) ter recebido a informação de que o nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) consta da lista de passageiros de um voo executivo que está em Puerto Iguazú, na Argentina.
“Segundo me informaram, a decolagem inicialmente estava prevista para as 2 horas da madrugada, mas permanecia na pista às 7 horas”, disse Mattosinho. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a lista de passageiros continuam sendo acompanhados com atenção.
Dessa forma, mattosinho trabalhou na TAP (Táxi Aéreo Piracicaba), empresa que transportava empresários investigados na Operação Carbono Oculto, deflagrada contra um esquema de lavagem de dinheiro e fraudes no setor de combustíveis com suspeitas de ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital). Com isso, O piloto relatou à Polícia Federal informações sobre o uso de jatos executivos por empresários e políticos.
Contexto e detalhes sobre lista de passageiros
Nesse sentido, neste ano, ele se candidatou a uma vaga de deputado federal por São Paulo pelo PSB. Portanto, teve 404 votos e não foi eleito.
Em seguida, O aeroporto internacional de Puerto Iguazú, onde está o jato que supostamente aguardou Flávio, fica a cerca de 22 quilômetros da fronteira com o Brasil. De acordo com as apurações, O percurso desde a Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu, no Paraná, à cidade argentina, pode ser feito de carro em aproximadamente meia hora, sem contar o tempo de passagem pelos controles migratórios e aduaneiros.
Por outro lado, O piloto afirma ter recebido a informação durante a madrugada, de um funcionário do aeroporto, que não quer ser identificado. Vale destacar que A Direção Nacional de Migrações afirma não ter registrado a entrada de Flavio Bolsonaro na República Argentina.
Principais pontos e impactos da decisão
Segundo Mattosinho, um jato Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, operado pela empresa argentina Baires Fly S.A, havia saído de Buenos Aires, pousado em Puerto Iguazú e aguardava quatro passageiros, entre eles Flávio. O funcionário afirmou que o campo destinado aos documentos de identificação de Flávio estava em branco.
Esse funcionário ainda relatou que às 1h30, três passageiros já tinham se apresentado, mas problemas com a documentação suspenderam a decolagem.
A informação sobre a possível viagem de Flávio foi divulgada inicialmente pelo site argentino Infobae, que também identificou o avião e informou que a Baires Fly havia solicitado procedimentos de Alfândega e Migrações para quatro passageiros e três tripulantes. A aeronave saiu de Buenos Aires às 22h14 de segunda-feira (26) e pousou em Puerto Iguazú às 23h45.
Na segunda-feira (26), o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou o cancelamento dos passaportes de Flávio e proibiu sua saída do Brasil, um dia depois de sua derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial.
A coluna de Mônica Bergamo informou que a PF (Polícia Federal) está fazendo um rastreamento nos pontos de fronteira do Brasil para verificar Flávio saiu do país.
Pela checagem já feita, o parlamentar não passou oficialmente pela fronteira regular do Brasil com a Argentina. Os agentes fazem também uma checagem de voos entre os dois países.
Autoridades argentinas também afirmaram não haver registro de sua entrada.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio, negou que ele tivesse deixado o Brasil. Não há confirmação de que Flávio tenha chegado ao aeroporto argentino ou embarcado na aeronave.
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