PRF registrou 44 acidentes e 43 feridos em 2025. Duas pessoas morreram em decorrência da invasão de animais na pista em Goiás
PRF retirando jiboia de rodovia para evitar acidente em Goiás – (Foto: reprodução/PRF)
O desmatamento e as consequentes mudanças climáticas, provocadas principalmente pela ação humana, têm feito com que o número de acidentes envolvendo animais em rodovias se destaque. Em Goiás, por exemplo, 43 pessoas ficaram feridas e outras duas morreram em decorrência da invasão de mamíferos, répteis e até aves em vias federais em 2025.
- Mãe e filho morrem após carro colidir com carreta na GO-164, em São Miguel do Araguaia
- Em dois meses, quatro animais silvestres morrem atropelados em rodovia que corta a Chapada dos Veadeiros, em Goiás
Ao todo, foram 44 acidentes, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Neste ano, até o momento, já foram registrados 11 feridos em 10 acidentes. Nenhuma morte foi constatada, segundo o policial Victor Rustiguel.
LEIA TAMBÉM:
- Motorista filma onça morta em rodovia de Goiás
- Você viu? Sucuri gigante vive isolada em buraco milenar no Centro-Oeste do Brasil; assista
“De forma geral, os feridos são classificados como leves ou graves, sendo que a maior parte dos registros envolve ferimentos leves. Felizmente, o número de mortes é baixo em relação ao total de acidentes registrados”, afirma.

As BRs 153, 060 e 364 – conhecidas pelo alto índice de atropelamento – são responsáveis pelo maior número de acidentes envolvendo animais na pista. Já entre as “vítimas”, se destacam antas, capivaras e tamanduás, espécies comuns no Estado e que, eventualmente, cruzam as rodovias.
- Cavalo invade pista e causa acidente entre três carros na GO-230
- Cachorro sai ileso após capotamento na BR-050, em Campo Alegre de Goiás
Há ainda bovinos e equinos, que podem escapar de propriedades rurais próximas às rodovias. Rustiguel conta que as colisões ocorreram devido a uma combinação de fatores, como a baixa visibilidade no período noturno – responsável pela maior incidência e risco.
“No caso dos animais domésticos, a responsabilidade pela guarda é do tutor. Cercas em mau estado ou falhas na contenção dos animais podem permitir que eles escapem e alcancem a rodovia. Já em relação aos animais silvestres, fatores ambientais têm grande influência”, reforça.

Perda de habitat
Secas prolongadas, queimadas e mudanças nas condições do habitat fazem com que animais selvagens se desloquem em busca de alimento e água, aumentando as travessias de rodovias, conforme o agente. Os impactos do avanço da área urbana, inclusive, são sentidos em todo o Estado.
No ano passado, apenas o Corpo de Bombeiros de Goiás registrou 17,7 mil ocorrências de resgate de animais silvestres em zonas urbanas – média de dois por hora. Neste ano, até o início de março, foram contabilizadas 3.042 chamadas em todo o Estado. Ou seja, uma a cada 30 minutos.
“Considerando os últimos três anos, a média registrada foi de cerca de 50 acidentes por ano nas rodovias federais de Goiás. A principal dica é evitar trafegar no período noturno. Caso não seja possível, é fundamental manter atenção redobrada e respeitar os limites de velocidade, garantindo tempo de reação caso o motorista aviste algum animal ou outro obstáculo na pista”, concluiu.

