Patrimônio de Vorcaro cresceu R$ 1,23 bilhão em um ano

Redação
2 Min Read
Patrimônio de Vorcaro cresceu R$ 1,23 bilhão em um ano

O patrimônio do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, cresceu R$ 1,23 bilhão em apenas um ano. O aumento consta na declaração de Imposto de Renda (IR) do empresário, enviada à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e obtida pelo Metrópoles.

Os bens de Vorcaro passaram de R$ 1,417 bilhão no final de 2023 para R$ 2,646 bilhões em  dezembro de 2024, segundo o quadro de evolução patrimonial do documento.

A maior parte dos R$ 2,646 bilhões em bens  declarados está concentrada em ativos financeiros e participações societárias. Confira:

  • Participação acionária ligada ao Banco Master: cerca de R$ 650 milhões, referente a mais de 39 milhões de ações integralizadas;
  • Crédito ou cessão financeira vinculada ao Banco Master: aproximadamente R$ 591,9 milhões;
  • Participação em fundo ou empresa de investimentos: cerca de R$ 306 milhões;
  • Quotas societárias em outra empresa: aproximadamente R$ 200 milhões;
  • Aporte ou participação societária adicional: cerca de R$ 123,2 milhões.

Somados, esses cinco itens alcançam cerca de R$ 1,87 bilhão, o que representa mais de 70% do patrimônio total declarado.

O Metrópoles procurou a assessoria de imprensa de Vorcaro para comentar o salto patrimonial, mas não houve manifestação.

Entenda o caso

O banqueiro Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal (PF) na terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 4 de março de 2026. A investigação apura suspeitas de organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro, ameaças e invasão de dispositivos informáticos ligadas a um esquema financeiro envolvendo o banco.

A prisão preventiva foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também determinou buscas e apreensões e o bloqueio de bens.

Vorcaro já havia sido detido em novembro de 2025, na primeira fase da operação, quando investigadores apuravam a emissão de títulos de crédito supostamente fraudulentos vinculados ao banco. Após cerca de dez dias preso, ele foi solto por decisão judicial e passou a cumprir prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, enquanto o inquérito continuou.

TAGGED:
Share This Article