Buda Mendes/Getty Images

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, criticou nesta quinta-feira (26/3) a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de autorizar eleição indireta para o mandato-tampão no governo estadual. A determinação ocorreu após a Corte cassar os mandatos do então governador Cláudio Castro (PL) e do vice, Thiago Pampolha (MDB).
Por meio das redes sociais, Paes pediu “Diretas Já” e argumentou que a população tem “direito de escolher” seus representantes.
“Diretas já! A população deveria ter o direito de escolher. A decisão do TSE na interpretação de diversos juristas é a de que a Justiça Eleitoral deveria convocar eleições diretas”, escreveu.
A eleição para o mandato-tampão será conduzida pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O novo governador será escolhido em votação pelos deputados estaduais.
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“A decisão do TSE, na interpretação de diversos juristas, é a de que a Justiça Eleitoral deveria convocar eleições diretas. Como decidir com imparcialidade e justiça em um colegiado em que a maioria (muitos eleitos usando o esquema desvendado) faz parte do grupo político que foi cassado pelo próprio TSE na última terça?”, disse Paes.

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Eduardo Paes (DEM), em entrevista ao Metrópoles
Rafaela Felicciano/Metrópoles

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Rafaela Felicciano/Metrópoles

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Ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro
Vinícius Schmidt/Metrópoles

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Governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL) também foi ao Senado em novembro de 2023 para discutir a reforma tributária. |
Igo Estrela/Metropoles

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Claudio Castro e Flávio Bolsonaro
LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
O escolhido permanecerá no cargo até a posse do próximo governador do Rio, em outubro.
A deliberação terá de ocorrer de forma aberta, com registro nominal dos votos dos parlamentares. Pela proposta, será eleita em primeiro turno a chapa que alcançar ao menos 36 votos.
Se nenhum candidato atingir o quórum, haverá um segundo turno no qual o eleito será aquele que obtiver a maior votação.
Cláudio Castro foi condenado pelo TSE à inelegibilidade por abuso de poder político e econômico em um caso que envolve a contratação de milhares de servidores públicos sem transparência.

