Sobre o tema envolvendo gostei de carros, além disso, A empresária goiana Keyla Barros, 44 anos, construiu uma empresa que atualmente conta com 187 funcionários no setor automotivo, mas garante que nunca gostou de carros. Ela gosta, na verdade, de cuidar dos veículos. Dessa forma, A relação com o segmento começou em 2011, depois que ela voltou ao Brasil após morar por cerca de oito anos na Irlanda. Com isso, em Anápolis, decidiu comprar um lava-jato depois de fechar um restaurante no município. Nesse sentido, A decisão rendeu críticas de familiares e amigos que diziam que ela não teria sucesso no negócio.
Portanto, na época, o lava-jato ainda carregava um forte estigma, segundo Keyla. Em seguida, ela conta que ouviu que seria presa e que trabalharia apenas com pessoas envolvidas com drogas ou ex-presidiários. Os comentários, no entanto, não fizeram com que desistisse do ramo. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a gostei de carros continuam sendo acompanhados com atenção.
“Eu não dependia financeiramente de ninguém, então, quando resolvi fechar o restaurante, que era muito cansativo, e vi esse lava-jato à venda, me deu curiosidade. De acordo com as apurações, eu falei: ‘Cara, eu vou comprar esse lava-jato aqui’, e repercutiu muito mal entre familiares e amigos, porque, se a gente falar de 15 anos atrás, o lava-jato era muito marginalizado”, contou ao Mais Goiás. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de gostei de carros nos últimos dias.
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Por outro lado, quando comprou o primeiro lava-jato, Keyla decidiu que não queria apenas administrar o negócio. Vale destacar que ela própria passou a executar os serviços para entender como cada etapa funcionava. Lavava os veículos, fazia o acabamento e, na época, também desmontava os carros para realizar a limpeza interna, além de lavar chassi e motor.
Gostei de carros: Aprendeu a fazer para saber cobrar
Sendo assim, com o tempo, aprendeu a polir veículos, instalar películas e trabalhar com PPF, uma película de proteção aplicada à pintura. A empresária diz que sempre teve curiosidade para aprender os serviços que precisava cobrar dos clientes e, posteriormente, ensinar à equipe.
“Eu sempre tive curiosidade para aprender aquilo que eu devo executar. Porque, se eu aprender, eu sei cobrar. É muito difícil quando você vai falar para a pessoa que está errado, mas você nem sabe explicar por que está errado”.
A postura também passou a fazer parte da forma como Keyla conduz a empresa. Segundo ela, atualmente conhece todos os processos de execução e treina a equipe a partir dessa experiência.
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Do lava-jato às concessionárias
A expansão do negócio começou quando Keyla recebeu a oportunidade de atender uma concessionária às vésperas do lançamento de um veículo. Até então, ela não trabalhava diretamente com grandes grupos automotivos. A experiência fez com que conhecesse melhor as demandas desse mercado e abriu caminho para novos contratos.
A primeira concessionária atendida por ela foi a Hyundai de Anápolis. Na época, Keyla conheceu Frederico Wascheck, então diretor da empresa, que posteriormente lhe ofereceu uma nova oportunidade. O negócio continuou crescendo até que ela foi convidada pelo então gerente da Toyota para assumir a operação de Goiânia.
Hoje, a empresa comandada por Keyla, a 4Kar, está presente em 37 concessionárias de seis cidades. A operação conta com 187 funcionários e realiza mais de 8 mil lavagens de veículos e 3 mil instalações de películas por mês, além de outros serviços de estética e proteção automotiva.
Apesar do crescimento, Keyla afirma que a relação com os carros continua sendo diferente daquela imaginada por quem vê sua trajetória de fora.
“Falar que eu sou apaixonada por carro, não. São só os cuidados mesmo”, explica.
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Propósito de ajudar
Para ela, o lava-jato também ganhou outro significado ao longo dos anos. O que começou como uma decisão tomada para desafiar pessoas que duvidavam de sua capacidade acabou se transformando, segundo a empresária, em uma forma de ajudar outras pessoas a crescer profissionalmente.
“Muitas dessas pessoas que falaram que eu ia me dar mal, que eu não ia ser bem-sucedida porque lava-jato era coisa de baixa renda e tal, depois de um tempo vieram trabalhar comigo. Então hoje eu entendo que é um propósito o lava-jato. Lavar carros é só um intermediário para eu poder ajudar as pessoas a prosperarem”, afirma.
Atualmente, além dos serviços realizados nas concessionárias, Keyla atua na instalação, revenda e importação de produtos utilizados no setor. Segundo ela, em Goiás, reúne as três atividades: é instaladora, revendedora e importadora.
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