Sábado, 24 de outubro de 2026
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Nomes no Brasil do IBGE mostra que Maria e José lideram o ranking nos estados desde a década de 1940

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Nomes no Brasil do IBGE mostra que Maria e José lideram o ranking nos estados desde a década de 1940

Além disso, O projeto Nomes no Brasil, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), confirma que Maria e José seguem como os nomes mais registrados no país entre a década de 1940 e 2022. Dessa forma, os dados do Censo Demográfico 2022 detalham a liderança de Maria em números absolutos, o equivalente a cerca de 6% da população nacional.

Com isso, A base de dados contabiliza os moradores recenseados até a data de referência de 1 de agosto de 2022 e identifica mais de 140 mil nomes próprios e 200 mil sobrenomes diferentes em um universo de 203 milhões de habitantes. “Agora que temos a real dimensão do grande interesse da sociedade por dados sobre nomes, quisemos não só atualizar o site com dados do censo mais recente, como acrescentar mais dimensões para se explorar”, afirmou Rodrigo Almeida Rego, gerente de Inovação e Desenvolvimento do IBGE e responsável pelo projeto Nomes no Brasil.

Os 10 nomes mais registrados no Censo 2022 do IBGE

Nesse sentido, no levantamento nacional do IBGE, os dados apresentam variações conforme a metodologia de recorte utilizada na consulta pública: enquanto uma medição considera o volume geral somando ambos os sexos, outra separa os registros estritamente por gênero. No caso de Maria, por exemplo, há 60.008 homens registrados com esse primeiro nome ao lado da maioria feminina, o que altera o número consolidado conforme o filtro aplicado no sistema. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Nomes no Brasil continuam sendo acompanhados com atenção.

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Em seguida, considerando a soma de ambos os sexos na contagem geral do território brasileiro, os dez primeiros nomes mais frequentes recenseados até 2022 são:

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  • Maria: 12.284.478 registros no total geral (ou 12.224.470 considerando apenas o sexo feminino)
  • José: 5.164.752 registros no total geral (ou 5.141.822 considerando apenas o sexo masculino)
  • Ana: 3.948.650 registros
  • João: 3.430.608 registros
  • Antônio: 2.241.094 registros
  • Francisco: 1.665.494 registros
  • Pedro: 1.624.478 registros
  • Carlos: 1.474.492 registros
  • Lucas: 1.341.525 registros
  • Luiz: 1.335.098 registros

Divisão do projeto Nomes no Brasil no Sudeste e no Sul

Por outro lado, na análise regional do Sudeste, o estado de São Paulo concentra o maior volume absoluto do país na plataforma do IBGE, puxado por Maria (2.131.207), José (930.906), Ana (787.671), João (641.229), Antônio (395.668), Pedro (344.743), Lucas (330.796), Gabriel (319.734), Luiz (305.300) e Carlos (304.541). Vale destacar que em Minas Gerais, os dez primeiros colocados são Maria (1.303.703), José (530.070), Ana (433.582), João (375.026), Antônio (195.006), Pedro (172.877), Carlos (149.653), Lucas (149.129), Luiz (148.860) e Paulo (140.855).

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O Rio de Janeiro tem a segunda posição ocupada por um nome feminino no lugar de José: a lista fluminense traz Maria (745.007), Ana (346.803), José (251.572), João (238.185), Carlos (171.772), Luiz (142.311), Paulo (137.022), Pedro (131.202), Antônio (116.035) e Gabriel (113.505). Fechando o Sudeste, o Espírito Santo contabiliza Maria (178.245), José (71.800), Ana (69.707), João (59.257), Pedro (29.886), Carlos (28.746), Antônio (28.121), Paulo (25.295), Luiz (24.787) e Gabriel (24.726).

Nos estados do Sul, João supera José na segunda colocação tanto no Paraná quanto no Rio Grande do Sul. O ranking paranaense registra Maria (461.198), João (216.247), José (201.959), Ana (192.115), Luiz (99.553), Antônio (95.203), Pedro (92.496), Lucas (86.087), Gabriel (79.450) e Paulo (75.856). Já a relação gaúcha inclui entre os primeiros colocados Maria (323.476), João (166.805), Ana (146.347), José (125.871), Paulo (95.452), Carlos (72.909) e Gabriel (71.414).

Registros do Censo 2022 nos estados do Nordeste

No Nordeste, o Ceará soma mais de 1,1 milhão de pessoas chamadas Maria e tem Francisco na segunda posição estadual, à frente de José. Os dados cearenses apontam Maria (1.111.151), Francisco (548.547), José (401.348), Antônio (298.781), Ana (271.496), Francisca (221.983), João (188.910), Antônia (159.214) e Raimundo (80.176). Na Bahia, os dez mais frequentes são Maria (787.224), José (363.067), Ana (274.787), João (221.171), Antônio (169.308), Pedro (97.677), Carlos (94.024), Paulo (73.883), Lucas (71.399) e Marcos (71.174).

Em Pernambuco, Maria lidera com 880.834 registros, figurando também entre os mais comuns Antônio (87.944), Carlos (63.621) e Josefa (53.976). Na Paraíba, os dez mais registrados reúnem Maria (444.389), José (211.665), João (84.434), Ana (83.299), Francisco (55.769), Antônio (54.083), Pedro (33.426), Josefa (27.830), Severino (27.073) e Francisca (25.182). Em Alagoas, a lista completa traz Maria (331.863), José (223.323), Ana (56.928), João (54.689), Antônio (27.576), Cícero (25.223), Carlos (24.872), Pedro (23.693), Josefa (22.383) e Luiz (21.408).

O levantamento do IBGE detalha ainda uma Unidade da Federação com 579.936 registros de Maria, acompanhada na lista dos dez mais comuns por José (220.846), Antônio (146.359), Ana (145.834), João (128.094), Francisco (125.098), Raimundo (89.869), Carlos (60.727), Francisca (59.821) e Luis (56.084). A identificação nominal exata de todas as 27 Unidades da Federação para os demais blocos menores do levantamento — como as listas estaduais iniciadas por Maria com 249.573 ou 381.520 registros — não foi confirmada na consolidação pública das tabelas.

Queda de nomes masculinos e liderança do sobrenome Silva no IBGE

A plataforma atualizada do projeto Nomes no Brasil foi lançada oficialmente pelo IBGE em 4 de novembro de 2025 e, pela primeira vez na edição do Censo Demográfico 2022, incluiu o ranking nacional de sobrenomes. A listagem é liderada por Silva, que soma 34.030.104 registros — cerca de 16% da população do país —, seguido por Santos, com 21.367.475 registros, e Oliveira, com 11.708.947.

Na comparação histórica entre as décadas analisadas pelo instituto, o pico de nascimentos de pessoas chamadas Maria ocorreu nos anos 1960 (entre 1960 e 1969), período que concentra cerca de 2,5 milhões de pessoas vivas recenseadas em 2022. Já no recorte das décadas mais recentes do Censo 2022, nomes tradicionais masculinos registraram queda acentuada de novos batismos, enquanto Maria e Pedro apresentaram crescimento: o registro de novas Marias subiu 21,42% na década, passando de 1.038.773 para 1.261.268, e o de Pedro avançou 24,4%.

No mesmo intervalo comparativo, os recuos nos registros masculinos foram de 39,8% para Carlos, 39,22% para Gabriel, 38,8% para Francisco, 35,8% para Lucas, 26,9% para Antônio e 23,47% para José.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás