Via O Globo – O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, conversou com o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, e o convidou para visitar Israel a fim de “renovar a profunda amizade” entre ambos os países, informou seu gabinete nesta sexta-feira.
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Além disso, netanyahu parabenizou o senador brasileiro “por sua grande conquista no primeiro turno das eleições presidenciais” durante um telefonema na noite de quinta-feira, indicou o gabinete em um comunicado. Dessa forma, segundo o texto, o irmão de Bolsonaro, o ex-deputado Eduardo, também participou da ligação. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Flávio Bolsonaro continuam sendo acompanhados com atenção.
Com isso, O senador lidera as pesquisas de intenção de voto contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta a reeleição. Nesse sentido, caso o bolsonarista vença o pleito, tudo indica que o país mais populoso da América Latina adotará uma posição mais favorável a Israel. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Flávio Bolsonaro nos últimos dias.
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“O primeiro-ministro convidou Bolsonaro para visitar Israel e, por sua vez, Bolsonaro convidou o primeiro-ministro para visitar o Brasil”, acrescentou a nota. “Ambos querem renovar a profunda amizade entre os dois países, como parte da transformação que está ocorrendo nas relações de Israel com os países sul-americanos”. Especialistas destacam que novas atualizações sobre Flávio Bolsonaro devem surgir em breve.
Portanto, os brasileiros voltam às urnas no segundo turno das eleições presidenciais em 25 de outubro, dois dias antes das eleições gerais em Israel. Em seguida, pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira aponta que Flávio tem 52% das intenções de voto, contra 48% de Lula. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Flávio Bolsonaro continuam sendo acompanhados com atenção.
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Flávio Bolsonaro, de 45 anos, é o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que tinha boa relação com Netanyahu e hoje se encontra em prisão domiciliar por conspirar para dar um golpe de Estado após perder as eleições de 2022. O próprio senador viajou a Israel, em dezembro, em sua primeira agenda internacional então como pré-candidato a presidente. Ele e Eduardo Bolsonaro haviam sido convidados para a Conferência Anual de Combate ao Antissemitismo.
Principais pontos e impactos da decisão
“Brasil e Israel compartilham um laço histórico, humano e civilizacional sólido, construído sobre valores comuns como a liberdade, a democracia e o respeito à dignidade humana. Reafirmo meu compromisso inegociável de estar sempre ao lado do povo judeu, condenando com clareza e sem relativizações todas as formas de antissemitismo, intolerância e ódio”, postou Flávio, na ocasião.
Lula, por sua vez, tem relação estremecida com Netanyahu, a quem critica pela ofensiva no território de Gaza. Em outubro do ano passado, por exemplo, o presidente brasileiro disse que o Brasil não tem problemas com Israel, mas sim, com o primeiro-ministro.
— A hora que Netanyahu não for mais governo, não haverá nenhum problema entre Brasil e Israel, que sempre tiveram uma relação muito boa — afirmou o petista, na época.
O que dizem as partes envolvidas
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Vários líderes de direita com posturas pró-Israel venceram eleições na América Latina nos últimos anos, como o presidente argentino Javier Milei — que parabenizou Flávio pelo resultado do primeiro turno — e o colombiano Abelardo de la Espriella — com quem o senador fez uma videochamada esta semana. Na ligação com o presidente colombiano, o candidato do PL pediu ajuda no combate contra o tráfico de drogas, uma proposta de sua campanha.
Flávio já convidou Espriella para a posse em janeiro, embora ainda precise vencer o segundo turno.
— Vou implementar um regime muito duro aqui no Brasil e vou precisar muito conversar com o senhor para a gente ter esse intercâmbio de informações [sobre traficantes] — disse Flávio ao presidente da Colômbia, o país que mais exporta cocaína no mundo.
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Espriella, que assumiu o cargo em agosto, concordou que a droga “é um problema global” e apelou por um acordo entre países que têm fronteira em comum. Brasil e Colômbia compartilham uma divisão porosa de 1.600 quilômetros na floresta amazônica.
— Quando um criminoso da Colômbia estiver no Brasil, será um grande prazer para mim, como presidente da República, prendê-lo e entregar ao senhor, assim como eu quero que o senhor entregue os bandidos brasileiros — propôs Flávio ao presidente colombiano.
Ambos fazem parte do fenômeno global de crescimento da direita, que se impôs em várias eleições na América Latina sob a influência do presidente americano, Donald Trump. Sem manifestar apoio diretamente, Trump saudou na segunda-feira a “grande vitória” do herdeiro de seu aliado Jair Bolsonaro e previu que o segundo turno será “muito disputado”.
Na videochamada com Espriella, Flávio afirmou ainda que, caso eleito, “vai querer fazer parte” do Escudo das Américas, um tratado de defesa lançado pelos Estados Unidos e firmado entre vários países da região para combater facções criminosas. Com medidas contra 24 organizações, incluindo o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho, este “cinturão” de segurança isolou o Brasil na temática e suscitou temores de intervenção de Washington.
A conversa foi transmitida no canal do YouTube de Eduardo Bolsonaro. Exilado nos Estados Unidos desde 2025, o ex-deputado introduziu a conversa.
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