Distribuição de DIU e Implanon ampliam acesso a métodos contraceptivos de longa duração e reforçam políticas de planejamento reprodutivo
Mutirão oferece DIU gratuito em Goiânia e Aparecida (Foto: Dvulgação/SES-GO)
Mulheres de Goiânia e Aparecida de Goiânia já podem se inscrever para receber gratuitamente o Dispositivo Intrauterino (DIU) em um mutirão promovido pela Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES) nos dias 9 e 10 de abril. A capital também iniciou a distribuição do Implanon em 48 unidades de saúde, ampliando o acesso a métodos contraceptivos de longa duração pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O mutirão do DIU integra o Plano Estadual de Capacitação em Planejamento Reprodutivo e é voltado exclusivamente para mulheres residentes nas duas cidades, com vagas limitadas. A inscrição é realizada por meio do link: Formulário DIU.
O DIU é considerado um dos métodos mais eficazes disponíveis atualmente. De longa duração, ele pode permanecer no organismo por até 10 anos e não depende de uso contínuo, como pílulas anticoncepcionais, o que reduz falhas.
Além de atender as pacientes, a iniciativa também tem caráter formativo. Durante os dois dias, profissionais da Atenção Primária à Saúde passam por capacitação para aprimorar o atendimento e garantir procedimentos mais seguros e humanizados.
- Jovem relata que DIU sumiu e não foi localizado em exames; veja o que aconteceu
- Maternidades atendidas pelo SUS passam a oferecer DIU em Goiânia
Implanon gratuito em Goiânia
Já em Goiânia, a Prefeitura começou a disponibilizar gratuitamente o Implanon em 48 unidades de saúde. O método consiste em um pequeno implante inserido sob a pele do braço, liberando hormônios que impedem a ovulação. A inserção é feita por enfermeiros capacitados, após avaliação médica. A expectativa é que a medida facilite o acesso, especialmente para mulheres que dependem exclusivamente do SUS.

Nesta primeira etapa, serão distribuídos 650 implantes contraceptivos, com prioridade para mulheres em situação de vulnerabilidade social e econômica, vítimas de violência sexual ou doméstica, adolescentes, mulheres negras, quilombolas ou indígenas, além de mulheres portadoras de HIV.
Dados do sistema de regulação estadual apontam que, em 2023, 22% das mulheres em idade fértil optaram por métodos contraceptivos de curta duração. Com a chegada do Implanon, a proposta é ampliar o uso de alternativas mais duradouras e que exigem menos acompanhamento frequente.
- Ministério da Saúde recebe primeiras unidades de implante contraceptivo para o SUS
Na prática, tanto o DIU quanto o Implanon representam opções mais seguras e eficazes para o planejamento familiar, reduzindo riscos de gravidez não planejada e garantindo maior controle sobre a vida reprodutiva.

