Helizabete Pinheiro – Foto: Redes sociais/ Reproduçãoa
Helizabete Pinheiro, de 50 anos, faleceu na noite de terça-feira (21) após sofrer uma parada cardiorrespiratória durante uma aula de dança em uma academia no bairro Ingleses do Rio Vermelho, em Florianópolis. O incidente ocorreu por volta das 19h50, quando a vítima desabou no local frequentado regularmente para exercícios. Equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas imediatamente, mas os esforços de reanimação não obtiveram sucesso.
A academia, identificada como Engenharia do Corpo, suspendeu as atividades nesta quarta-feira (22) para prestar apoio à família e aos frequentadores. Helizabete era conhecida por compartilhar sua rotina de treinos nas redes sociais, onde enfatizava a importância da atividade física como forma de cuidado pessoal. Um médico presente entre os alunos auxiliou nos primeiros socorros até a chegada dos profissionais de emergência.
Esforços de socorro no local
Instrutores e alunos iniciaram as manobras de reanimação assim que Helizabete caiu inconsciente. O suporte incluiu massagem cardíaca e respiração artificial, mantidos por mais de 40 minutos.
A chegada do Samu permitiu o uso de equipamentos avançados, como desfibrilador, mas os sinais vitais não retornaram. A ocorrência foi registrada sem indícios de irregularidades iniciais no estabelecimento.
Ocorrências semelhantes em Santa Catarina
Esta semana registrou o terceiro caso de mal súbito durante atividades físicas no estado. No domingo (19), um jovem faleceu após concluir uma corrida em Joinville, organizada pelo 62º Batalhão de Infantaria do Exército Brasileiro.
Em Chapecó, no mesmo dia, uma empresária de 36 anos, atleta amadora, sofreu parada cardíaca na 7ª Corrida Rústica e foi internada em estado grave. Os episódios destacam a frequência de eventos cardíacos em eventos esportivos locais.
Autoridades de saúde investigam as causas, mas preliminarmente apontam para fatores como esforço intenso sem preparo prévio. Registros indicam que Florianópolis e cidades vizinhas concentram boa parte dessas notificações anuais.
Perfil da vítima e rotina de treinos
Helizabete Pinheiro mantinha uma agenda regular de aulas de dança, atividade que combinava com caminhadas e alongamentos. Sem histórico aparente de problemas cardíacos, ela incentivava amigos a adotarem hábitos semelhantes por meio de postagens online.
A vítima, residente no Norte da Ilha, equilibrava o exercício com obrigações profissionais e familiares. Colegas descrevem-na como dedicada e animada, com presença constante nas sessões semanais da academia.
Medidas preventivas em academias
Estabelecimentos como o da vítima devem manter kits de emergência e profissionais treinados em primeiros socorros, conforme normas da Vigilância Sanitária. Em Florianópolis, cerca de 70% das academias cumprem essas exigências, segundo dados municipais de 2024.
- Realização de avaliações médicas anuais para alunos acima de 40 anos.
- Presença de desfibriladores acessíveis em todas as salas de treino.
- Treinamento obrigatório de instrutores em reanimação cardiopulmonar.
- Monitoramento de frequência cardíaca em aulas de alta intensidade.
A Secretaria de Estado da Saúde recomenda check-ups cardiológicos antes de iniciar rotinas intensas, especialmente para sedentários recentes.
Dados sobre riscos cardíacos no Brasil
As doenças cardiovasculares respondem por 30% dos óbitos no país, totalizando cerca de 400 mil casos anuais, conforme a Sociedade Brasileira de Cardiologia. Durante exercícios, eventos súbitos ocorrem em 1 a cada 100 mil horas de atividade, com maior incidência em indivíduos acima de 50 anos.
Fatores como hipertensão não diagnosticada e sedentarismo acumulado elevam esses números. Em Santa Catarina, notificações de paradas cardíacas cresceram 15% entre 2023 e 2024, ligadas a retomadas pós-pandemia.
Estudos apontam que avaliações preventivas reduzem em até 36% os riscos de complicações fatais em praticantes regulares. O Ministério da Saúde promove campanhas anuais para conscientização sobre esses perigos.
Reações da comunidade local
Frequentadores da academia expressaram solidariedade em mensagens coletivas. A direção emitiu nota lamentando o ocorrido e reforçando compromisso com a segurança.
Amigos compartilharam memórias de Helizabete, destacando sua influência positiva no grupo de dança. A interrupção das aulas permitiu um momento de recolhimento coletivo.
Autoridades locais acompanham o inquérito para verificar conformidades no local.


