Nos 3 mil km fiscalizados pela PRF, excesso de velocidade foi a infração mais comum no feriado
Operação Carnaval começou na sexta-feira (13/02) e terminou nesta quarta-feira (18/02). (Foto: Agência Brasil)
193 km/h. Essa foi a velocidade registrada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) para um veículo que trafegava pela BR-050, em Catalão – a 260km de Goiânia -, durante o feriado de Carnaval. O flagrante ocorreu em um trecho onde o limite máximo de velocidade permitido varia entre 80 e 110 km/h — em alguns pontos, quase a metade do que foi registrado pelo radar.
O flagrante não foi isolado. Durante o feriado, a PRF registrou diversas ocorrências relacionadas a excesso de velocidade e embriaguez ao volante nas rodovias federais que cortam Goiás. Um dos acidentes mais sérios ocorreu em Formosa (GO), na BR-020, na colisão entre um van e um caminhão que deixou cinco vítimas fatais e 12 feridos.
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A Operação Carnaval começou na sexta-feira (13/02) e segue até a meia-noite desta quarta-feira (18/02). O balanço final, com o total de autuações e o número de motoristas conduzidos à delegacia por embriaguez ao volante, deve ser divulgado nesta quinta-feira (19/02), em coletiva à imprensa.
A PRF é responsável por cerca de 3 mil quilômetros de rodovias federais em Goiás. Entre os pontos considerados mais críticos está o trecho da BR-153, na entrada de Goiânia, próximo à GO-020, na altura do km 500, nas imediações de um shopping Flamboyant. De acordo com a corporação, o local concentra alto fluxo de veículos e está próximo ao perímetro urbano, o que aumenta o risco de acidentes.
Ainda segundo a polícia, o trecho demanda intervenção estrutural para ampliar a segurança viária, como a construção de um anel viário — projeto que segue em discussão.
Volta para casa
O movimento nas estradas continua intenso. A expectativa é de aumento de até 30% no fluxo de veículos, principalmente nos horários de pico. A orientação é para que motoristas redobrem a atenção, respeitem os limites de velocidade e evitem ultrapassagens perigosas.
A PRF também reforça que a recusa ao teste do bafômetro não impede que o motorista seja encaminhado à delegacia. Caso apresente sinais visíveis de embriaguez, como odor etílico, fala desconexa ou olhos avermelhados, o condutor pode ser autuado e levado às autoridades.
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