MotoGP: usuários criticam transporte coletivo em Goiânia

Redação
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MotoGP: usuários criticam transporte coletivo em Goiânia

‘Superlotação’ e ‘demora’:

Usuários relatam longas filas, calor e dificuldade para embarcar em linhas especiais durante o evento

moto gp x onibus

Transporte coletivo foi a maior reclamação do público durante MotoGP (Foto: Reprodução/Youtube – Waleis Antonio)

O transporte coletivo virou alvo de críticas durante todo o MotoGP em Goiânia, com moradores e visitantes relatando ônibus lotados, longas esperas, desorganização nos pontos e dificuldade de acesso ao autódromo ao longo dos três dias de evento que foi realizado neste fim de semana. Mesmo com ajustes feitos no domingo (22), os problemas foram registrados principalmente após o encerramento do evento no Autódromo Internacional Ayrton Senna.

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Desde a sexta-feira (20), quando começaram os treinos, já havia sinais de dificuldade no deslocamento. Ônibus lotados, trânsito intenso e filas grandes foram registrados nas imediações da GO-020 e da Avenida Ayrton Senna, principal acesso ao autódromo. Com o aumento do público ao longo do fim de semana, a situação se agravou.

Entre os relatos, visitantes apontaram falhas na organização e na quantidade de veículos disponíveis. “O problema não foi só na saída. Desde o primeiro dia já estava difícil conseguir ônibus, tudo muito cheio e demorado, muito calor, as filas mudavam toda hora e ninguém entendia nada”, disse Rodrigo Silveira, morador de Aparecida de Goiânia que frequentou os três dias do evento.

Para Leila Alves, que veio do Rio de Janeiro para o MotoGP, a ideia de usar o transporte coletiva foi boa, mas faltou organização. “Pra um evento desse tamanho, era pra ter mais transporte. Do jeito que foi, parecia que não estavam preparados para receber tanta gente. Entendo que a intenção era agilizar o trânsito, mas pra chegar foi ruim, pra sair pior ainda. Achei complicado”, relata.

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Alterações após reclamações

No domingo, diante da grande demanda, a Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (RMTC) fez ajustes na operação, incluindo mudanças nas rotas e nos pontos de embarque próximo aos setores A e B. Em um dos momentos, para agilizar o fluxo, os ônibus passaram a permitir embarque pelas portas traseiras, sem passar pela catraca. Mesmo assim, usuários relataram que ficaram mais de 40 minutos aguardando transporte, sob sol forte. A confusão nas filas, que mudavam de lugar conforme a parada dos ônibus, também gerou críticas.

Nas redes sociais, internautas destacaram que essa é a rotina já enfrentada por moradores da capital. “Essa é a realidade todos os dias nos terminais de Goiânia. Nenhuma novidade. Ficou feio para a cidade”, afirmou.

Veja vídeo sobre a situação do transporte na sexta (20/3):

Também houve reclamações sobre a ausência de alternativas, como transporte por aplicativo e táxis em áreas próximas. “Sacanagem o que fizeram com Uber e táxis. Em vez de liberar, colocaram só ônibus lotado”, relatou.

O prefeito Sandro Mabel reconheceu a dificuldade no transporte e afirmou que o grande volume de pessoas impacta diretamente na operação. Segundo ele, não era possível eliminar totalmente as filas, apenas reduzir o tempo de espera.

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O Mais Goiás solicitou esclarecimento para a Rede Metropolitana de Transporte Coletivo e aguarda o retorno. O espaço permanece aberto para manifestação.

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