O cenário artístico global lamenta o falecimento de Marcus Gilbert, um aclamado ator britânico que deixou sua marca em produções cinematográficas e televisivas. Gilbert, cujo talento brilhou em filmes como “Rambo III” e na série “Doctor Who”, partiu aos 67 anos.
A causa da morte, ocorrida no último dia 11 de janeiro, foi uma prolongada e corajosa batalha contra um câncer de garganta. A notícia foi confirmada por sua página de fãs no Facebook e por produtoras com as quais ele colaborou.
Sua contribuição para a indústria do entretenimento estendeu-se por décadas, conquistando admiradores com sua presença carismática e atuações memoráveis. A partida de Gilbert deixa uma lacuna no cinema e na televisão.
Memórias de uma trajetória artística marcante

Marcus Gilbert iniciou sua trajetória no início dos anos 1980, participando de diversas produções que o estabeleceram como um ator versátil. Ele foi visto em séries como “Master of the Game”, “Robin of Sherwood” e “Connie”, construindo uma base sólida para papéis futuros.
Um de seus primeiros grandes destaques ocorreu em 1987, ao lado de Helena Bonham Carter e Diana Rigg, no filme “A Hazard of Hearts”. Na obra, Gilbert interpretou o Lord Justin Vulcan, um personagem charmoso que rapidamente capturou a atenção e o carinho do público, solidificando sua reputação.
No ano seguinte, em 1988, Gilbert assumiu o papel do antagonista Tomask em “Rambo III”, um dos mais icônicos filmes de ação da década. Sua atuação no blockbuster, ao lado de Sylvester Stallone, garantiu-lhe um lugar na memória dos fãs de cinema e em uma das franquias mais célebres do gênero.
Além de seu trabalho no cinema, Gilbert também foi amplamente reconhecido por sua participação em “Doctor Who” em 1989. Sua aparição na série cult britânica adicionou outro elemento de diversidade ao seu currículo, mostrando sua capacidade de transitar entre diferentes gêneros e formatos.
Reconhecimento em “Doctor Who” e “Army of Darkness”
A comunidade de “Doctor Who” manifestou profunda tristeza com a perda de Marcus Gilbert, lembrando sua contribuição para a aclamada série. Toby Hadoke, comediante e colaborador em podcasts relacionados à franquia, prestou uma homenagem emocionante ao ator.
Hadoke descreveu Gilbert como um indivíduo “elegante, charmoso e um ator forte com um toque de brilho”, expressando seu pesar pela partida. Ele elogiou especificamente o trabalho de Gilbert em “Army of Darkness”, de 1992, parte da franquia “Evil Dead”, onde atuou ao lado de Bruce Campbell e Embeth Davidtz.
Russell T Davies, renomado showrunner que relançou “Doctor Who” em 2005, também comentou sobre a triste notícia nas redes sociais, expressando seu pesar com um coração. A união de colegas e fãs em luto ressalta a importância de Gilbert para a televisão britânica e o cinema internacional.
Dedicacão e projetos finais no universo do áudio
Embora seu último papel creditado em produções televisivas ou cinematográficas tenha sido em 2015, Marcus Gilbert demonstrou resiliência ao retornar ao trabalho pouco antes de seu falecimento. Sua dedicação à arte era evidente, buscando novos desafios e plataformas para sua atuação, o que culminou em um projeto póstumo, evidenciando sua paixão pela arte de interpretar e se reinventar em um cenário em constante evolução.
O ator está programado para aparecer postumamente na série de podcast “UNIT: Brave New World”, um projeto que será lançado este ano. Essa participação é um testemunho de seu compromisso contínuo com a atuação e oferece aos fãs uma última oportunidade de apreciar seu talento, mostrando sua adaptabilidade a novos formatos de mídia e seu desejo de continuar presente na arte.
Homenagens e o impacto de sua obra
A notícia do falecimento de Marcus Gilbert reverberou entre colegas de profissão e admiradores, gerando uma onda de tributos. Muitos destacaram não apenas seu talento artístico, mas também sua personalidade encantadora e o brilho que ele trazia para cada personagem que interpretava, evidenciando seu carisma.
Sua filmografia, embora talvez não tão extensa quanto a de outras estrelas, é notável pela diversidade de papéis e pela intensidade de suas atuações. Gilbert conseguiu deixar uma impressão duradoura em cada projeto, seja como herói, vilão ou personagem coadjuvante memorável, demonstrando sua versatilidade.
Vida pessoal e reencontro com o amor
Apesar de sua visibilidade pública, Marcus Gilbert era discreto sobre sua vida pessoal. Ele era pai de dois filhos, Maxi e Aaliya, e havia encontrado um novo amor em sua parceira, a atriz Lysette Anthony. O relacionamento com Anthony representou um novo capítulo em sua vida, após ter enfrentado a perda de sua primeira esposa, Homaa Khan-Gilbert, em 2020 devido a um câncer de pâncreas, mostrando sua resiliência e capacidade de encontrar felicidade novamente.
Repercussão da partida
As redes sociais e veículos de comunicação foram inundados com mensagens de condolências de fãs e colegas. A emoção expressa por personalidades como Russell T Davies e Toby Hadoke demonstra o quanto Marcus Gilbert era querido e respeitado no meio artístico.
Sua partida, embora esperada por conta da doença, trouxe pesar a todos que o admiravam, e os tributos destacam não apenas a qualidade de seu trabalho, mas também a pessoa por trás dos personagens: um homem com um “brilho”, conforme descrito por Hadoke, impactando a todos que o conheceram.
Legado no cinema e televisão
A indústria do entretenimento perde um de seus talentos, mas a obra de Marcus Gilbert permanecerá como um testemunho de sua paixão pela arte de atuar. Sua contribuição para o cinema e a televisão é um capítulo valioso na história da arte britânica, inspirando futuras gerações.


