Moraes volta a cometer erros de português em despacho contra Bolsonaro

Ministro Alexandre de Moraes havia sido criticado no fim de junho por trocar o “mas” por “mais” na petição contra Bolsonaro

Moraes volta a cometer erros de português em despacho contra Bolsonaro (Foto: Agência Brasil)

Moraes volta a cometer erros de português em despacho contra Bolsonaro (Foto: Agência Brasil)

A exemplo do que já havia acontecido na petição em que determinou que o ex-presidente Jair Bolsonaro passasse a ser monitorado por tornozeleira eletrônica, no despacho desta segunda-feira (4) o ministro Alexandre de Moraes voltou a cometer erros de português no despacho.

Na página 23, por exemplo, ele diz: “As condutas de Jair Messias Bolsonaro desrespeitando, deliberadamente, às (sic) decisões proferidas por esta Suprema Corte, demonstra (sic) a necessidade e adequação de medidas mais gravosas de modo a evitar a contínua reiteração delitiva do réu”.

Na página 20, o deslize foi a omissão no uso de hífen e posteriormente, de crase. “A participação dissimulada de Jair Messias Bolsonaro, preparando material pré fabricado (sic)para divulgação nas redes sociais, demonstrou claramente que manteve a conduta ilícita de tentar coagir o Supremo Tribunal Federal e obstruir a Justiça, em flagrante desrespeito as (sic) medidas cautelares anteriormente impostas”.

Erro semelhante no uso do hífen (ou o não uso dele) também aconteceu duas vezes na página 11 do despacho.

Na página 9, o ministro peca no uso do plural. “Na presente hipótese, na veiculação pelas redes sociais de discurso proferido por Jair Bolsonaro na Câmara do Deputado (sic) por seu filho, também investigado, momentos após o acontecimento, constata-se a tentativa de burlar a medida cautelar”, escreveu.

Mas em vez de mais

Na petição do dia 24 de junho, o ministro foi criticado por trocar a conjunção adversativa “mas” por “mais” na frase “a Justiça é cega mais não é tola”. Dessa vez, entretanto, a frase foi redigida da maneira correta.

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