Monte Semeru registra nono evento eruptivo em novembro de 2025 e força remoção de centenas em Lumajang

Redação
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A Agência Geológica da Indonésia elevou o alerta para o nível máximo no Monte Semeru, localizado na província de Java Oriental, após uma série de erupções registradas na quarta-feira, 19 de novembro de 2025. O vulcão, com 3.676 metros de altitude, expeliu nuvens de cinzas quentes que alcançaram 2 quilômetros de altura, enquanto fluxos piroclásticos de rochas, lava e gases desceram até 8,5 quilômetros pelas encostas. Autoridades ordenaram a evacuação de mais de 300 residentes em vilarejos próximos, como Lumajang, para evitar riscos imediatos.

Nenhum ferido foi reportado até o momento, mas o evento ocorreu em uma região densamente povoada, com dezenas de milhares de habitantes nas encostas férteis do vulcão. A elevação do alerta visa restringir o acesso em um raio de 8 quilômetros ao redor da cratera, conforme monitoramento do Centro de Vulcanologia e Mitigação de Desastres Geológicos.

As erupções iniciaram por volta das 16h no horário local e continuaram intermitentemente até o entardecer. Registros sísmicos detectaram 156 tremores eruptivos ao longo do dia, com amplitudes entre 10 e 22 milímetros e durações de 45 a 180 segundos. A coluna de cinzas atingiu 500 metros acima do pico em alguns momentos, espalhando material vulcânico sobre áreas rurais.

AVISO 🌋
Entra en erupción el Volcán Semeru en la Isla de Java, Indonesia 🇮🇩

Violenta erupción del Monte Semeru, hoy miércoles 19 de noviembre. Alta y densa columna de cenizas y peligrosos flujos piroclásticos de 5.5 km hasta la zona de Besuk Kobokan.
Elevan Nivel de Alerta de… pic.twitter.com/VmgoipJ8AT

— Geól. Sergio Almazán (@chematierra) November 19, 2025

Monitoramento sísmico revela intensidade das explosões

Observações sísmicas indicam que o Monte Semeru registrou nove erupções apenas na última semana, com o pico de atividade na quarta-feira. Equipes de monitoramento capturaram fluxos que viajaram a velocidades elevadas, alcançando distâncias recordes para o vulcão em 2025.

A amplitude máxima dos tremores chegou a 22 milímetros, com durações que variaram de 45 a 180 segundos em eventos isolados. Esses dados foram coletados entre meia-noite e 23h59 no fuso horário local.

  • Tremores eruptivos: 156 ocorrências no dia.
  • Distância máxima dos fluxos: 8,5 km.
  • Altura da coluna de cinzas: Até 2 km.

Especialistas da agência geológica mantêm vigilância contínua para prever novas explosões.

Medidas de evacuação protegem comunidades vizinhas

Equipes de resgate removeram cerca de 300 pessoas de vilarejos expostos, como aqueles ao longo do rio Besuk Kobokan. Veículos de emergência transportaram famílias para abrigos temporários equipados com suprimentos básicos.

O processo de evacuação priorizou áreas de maior risco, com isolamento de pontes e estradas afetadas por depósitos de cinzas. Autoridades distribuíram máscaras e alertas por meio de alto-falantes comunitários.

A operação durou poucas horas, mas incluiu verificações domiciliares para garantir que ninguém permanecesse nas zonas perigosas. Até o final da tarde, todos os evacuados estavam registrados em centros de apoio.

Relatos iniciais confirmam que propriedades sofreram acúmulo de cinzas, mas estruturas principais resistiram aos fluxos iniciais.

Histórico de atividade vulcânica no Semeru

O Monte Semeru, conhecido como Mahameru, apresenta erupções frequentes há mais de 200 anos, com o último grande evento em dezembro de 2021. Naquela ocasião, fluxos de lama e cinzas causaram 51 mortes e queimaduras em centenas de residentes, além de enterrar vilarejos inteiros.

A erupção de 2021 levou à evacuação de mais de 10 mil pessoas e à realocação de cerca de 2.970 residências para fora da zona de perigo. Medidas de mitigação, como diques de contenção, foram implementadas desde então para reduzir impactos de lahares, fluxos de detritos vulcânicos.

Em 2025, o vulcão já acumula 2.803 eventos eruptivos, o maior número entre os 129 ativos no país. Esses registros destacam a necessidade de monitoramento constante em uma nação propensa a atividades sísmicas.

A localização no Anel de Fogo do Pacífico contribui para a recorrência, com placas tectônicas interagindo sob a crosta terrestre.

Impactos na aviação e rotas regionais

A nuvem de cinzas do Semeru se espalhou para o sul, alcançando altitudes de até 59 mil pés, o que levou a um alerta vermelho de aviação emitido pela Austrália. Companhias aéreas ajustaram rotas sobre Java Oriental para evitar riscos de motores danificados por partículas vulcânicas.

Vários voos internacionais registraram desvios, com duração adicional de até duas horas em trajetórias alternativas. Aeroportos próximos, como o de Surabaya, operam com inspeções reforçadas em aeronaves.

  • Altura da pluma de cinzas: FL590 (cerca de 18 km).
  • Alcance geográfico: Direção sul, afetando corredores asiáticos.
  • Duração estimada do alerta: Até dissipação da nuvem.

Autoridades recomendam verificação de status de voos antes de viagens na região.

Respostas oficiais e preparação contínua

O governo provincial de Java Oriental ativou planos de contingência, incluindo distribuição de kits de emergência para os evacuados. Equipes técnicas instalam sensores adicionais nas encostas para aprimorar previsões.

A Agência Nacional de Desastres coordena com comunidades locais para treinamentos regulares de evacuação. Esses esforços visam minimizar perdas em eventos futuros, considerando a proximidade de mais de 280 milhões de habitantes no arquipélago.

Registros mostram que, apesar da fertilidade das terras vulcânicas, restrições de acesso salvam vidas anualmente. O monitoramento 24 horas permite alertas precoces, como os emitidos na quarta-feira.

Registro sísmico detalha eventos do dia

Análises preliminares dos sismógrafos revelam padrões consistentes nos tremores, com picos concentrados entre 14h e 18h. Cada explosão liberou energia equivalente a pequenas detonações, propagando ondas por quilômetros.

O nono evento da semana ocorreu às 4h10 da manhã, com coluna de cinzas a 500 metros. Posteriormente, fluxos intermitentes mantiveram a atividade em nível elevado até o anoitecer.

Esses dados alimentam modelos preditivos que guiam decisões operacionais. A rede de estações sísmicas, expandida desde 2021, oferece resolução precisa para detecções em tempo real.

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