Mônica Waldvogel, pioneira no jornalismo econômico, marca presença em coberturas históricas

Redação
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Mônica Waldvogel, pioneira no jornalismo econômico, marca presença em coberturas históricas
monica waldvogel

monica waldvogel – Foto: Instagram @monicawaldvogel

Mônica Waldvogel, jornalista paulistana nascida em 9 de fevereiro de 1955, formou-se em jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Sua entrada no mercado de trabalho ocorreu em 1980, como repórter da revista Cacex, focada em economia e comércio exterior. Essa base inicial permitiu que ela desenvolvesse habilidades analíticas essenciais para coberturas complexas ao longo dos anos.

Em 1983, integrou o núcleo de jornalismo da Rede Manchete, recém-inaugurada, onde atuou como repórter em pautas gerais e, posteriormente, especializou-se em economia durante crises econômicas nacionais.

A trajetória de Waldvogel ganhou projeção em 1987, quando assumiu a cobertura econômica para o Jornal Nacional em Brasília, pela Rede Globo.

  • Início na imprensa escrita com foco em setores especializados.
  • Transição para TV em emissora emergente, com ênfase em reportagens diárias.
  • Primeira contratação por grande rede, direcionada a análises financeiras.

Formação acadêmica e primeiros passos

A graduação em jornalismo pela USP equipou Mônica Waldvogel com conhecimentos fundamentais em comunicação. Ela complementou os estudos com cursos em economia, política e história da arte, ampliando sua visão interdisciplinar. Esses aprimoramentos ocorreram paralelamente à sua inserção profissional inicial.

Em 1980, como repórter da Cacex, cobriu temas de comércio internacional, o que solidificou sua expertise em assuntos econômicos. Essa fase durou até a oportunidade na Manchete, em 1983.

Entrada na Rede Globo e coberturas iniciais

Mônica Waldvogel transferiu-se para Brasília em 1987, contratada pela Globo para reportagens econômicas no Jornal Nacional. Ali, analisou impactos do Plano Cruzado e sucessão presidencial após Tancredo Neves. Sua permanência na emissora estendeu-se até 1992, com participações em telejornais matinais.

Retornou a São Paulo em 1996, assumindo como âncora e editora-chefe do Jornal da Globo, cargo que manteve por um ano. Paralelamente, apresentou edições do Jornal Nacional aos sábados até 1999.

De 1997 a 1998, comandou o Jornal Hoje, substituindo Fátima Bernardes temporariamente. Em 1999, ancorou o Bom Dia São Paulo por um ano.

Durante a Copa do Mundo de 1994, editou blocos especiais no Jornal da Globo e contribuiu ao vivo para o Jornal Nacional em dias de jogos da seleção.

Em 1998, liderou a área editorial do projeto Brasil 500 Anos, coordenando conteúdos sobre a história nacional. Sua participação na Rio-92, Conferência Mundial para o Meio Ambiente, destacou-se por reportagens sobre sustentabilidade global.

Passagens por outras emissoras

Em 1992, convidada por Boris Casoy, Mônica Waldvogel ingressou no SBT como editora de política, cobrindo eventos como o impeachment de Fernando Collor e o caso PC Farias. Apresentou edições do TJ Brasil, aprofundando análises políticas.

Transferiu-se para a Record em 2001, tornando-se editora-chefe do Fala Brasil até 2003, período de expansão do jornalismo matinal na emissora.

Em 2004, no SBT, estreou o talk show Dois a Um, que debateu temas variados até 2006, com foco em diálogos entre especialistas. Essa experiência diversificou seu estilo para formatos conversacionais.

Consolidação na GloboNews

Mônica Waldvogel retornou ao grupo Globo em 2006, integrando a GloboNews como âncora do Jornal das Dez por dois anos. Em março de 2008, estreou o Entre Aspas, programa de entrevistas que manteve por mais de uma década, até 2020.

Em 2002, já havia assumido o Saia Justa no GNT, onde atuou por 11 anos como mediadora de debates culturais e sociais, equilibrando perspectivas femininas. Essa passagem influenciou sua abordagem mais acessível em discussões públicas.

Atualmente, aos 70 anos, acumula quase 40 anos na Globo, com contribuições em canais pagos e abertos. Sua carreira reflete adaptações a formatos variados, de reportagens econômicas a programas de análise.

Reconhecimentos profissionais

A jornalista recebeu prêmios como o Troféu Imprensa na categoria Mulher, por sua influência no jornalismo televisivo. Outros tributos destacam sua ética e profundidade em coberturas.

Esses galardões ocorreram ao longo de quatro décadas, reforçando sua posição como referência em comunicação. Waldvogel também colabora como articulista em publicações, ampliando debates sobre mídia e sociedade.

Contribuições em projetos especiais

Mônica Waldvogel coordenou conteúdos para o Projeto Brasil 500 Anos em 1998, compilando narrativas históricas para TV. Essa iniciativa envolveu equipes multidisciplinares e resultou em séries educativas.

Sua atuação na Rio-92 incluiu transmissões ao vivo de painéis internacionais, conectando agendas globais ao público brasileiro. Esses trabalhos enfatizaram jornalismo ambiental e diplomático.

Além disso, como palestrante, compartilha experiências em conferências sobre liderança na mídia, com base em sua trajetória.

Em 2025, com novos projetos no ar, continua a moldar o jornalismo televisivo por meio de formatos inovadores.

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