MME confirma: Brasil sem horário de verão em 2025 por segurança energética

Redação
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MME confirma: Brasil sem horário de verão em 2025 por segurança energética
Horario de Verão

Horario de Verão – Olga Nikiforova/Istock.com

O governo federal anunciou que o Brasil não adotará o horário de verão em 2025, conforme decisão do Ministério de Minas e Energia (MME). A medida, suspensa desde 2019, foi descartada após estudos do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) confirmarem a estabilidade no fornecimento de energia até pelo menos fevereiro de 2026. Os reservatórios hidrelétricos apresentam níveis satisfatórios, superiores aos de 2024, reduzindo a necessidade de economia energética. A decisão, segundo o MME, é técnica e considera impactos econômicos e sociais.

A suspensão do horário de verão gera debates entre setores econômicos e a população. A medida, que adianta os relógios em uma hora, já foi tradicional no Brasil, mas perdeu relevância com mudanças no consumo de energia. O comércio e o turismo defendem sua volta, enquanto a indústria e a aviação apontam custos e desafios logísticos. O governo mantém a possibilidade de retomada, mas sem previsão.

Setores divididos sobre a medida

A Associação Comercial de São Paulo defende o horário de verão, destacando que a hora extra de luz natural estimula o consumo e aumenta a segurança pública. Bares e restaurantes também relatam maior movimento com a medida. Por outro lado, a indústria aponta custos operacionais elevados, especialmente em setores com turnos fixos, devido à necessidade de ajustes nos horários de trabalho. O setor aéreo enfrenta dificuldades com a reprogramação de voos, principalmente internacionais.

Benefícios e desafios do horário de verão

O horário de verão reduz o consumo de energia elétrica ao aproveitar a luz solar no fim da tarde, diminuindo a demanda por iluminação artificial. Em 2024, o ONS estimou economia de até R$ 400 milhões com a medida. No entanto, o aumento no uso de ar-condicionado à tarde tem reduzido sua eficácia energética. A indústria enfrenta custos adicionais com a mudança de horários. Companhias aéreas solicitaram, em 2024, um aviso prévio de 180 dias para ajustes logísticos, caso a medida volte. A falta de consenso entre setores dificulta a retomada do horário de verão.

Relógio conceito de horário de verão
Relógio conceito de horário de verão – Foto: Eucalyptys/istock

Estabilidade energética como prioridade

O MME prioriza a segurança energética, com base em dados do ONS. Em 2024, os reservatórios hidrelétricos mantiveram níveis estáveis durante o período seco, garantindo o abastecimento. O ministro Alexandre Silveira afirmou que a medida só será retomada se for essencial. A diversificação da matriz energética, com fontes renováveis, também reduz a dependência do horário de verão. A decisão reflete análises técnicas e evita impactos desnecessários.

Histórico da suspensão

Desde 2019, o Brasil não adota o horário de verão, após estudos indicarem baixa economia de energia. A estabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN) e o uso de fontes renováveis reforçam a suspensão. O governo monitora a necessidade da medida, mas a prioridade é a eficiência energética.

Debate público continua

A suspensão divide a população: alguns valorizam a luz extra à tarde, enquanto outros criticam impactos na rotina e na saúde. O MME enfatiza que a decisão é técnica, baseada em dados concretos, e a volta do horário de verão não é prevista para 2025.

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