Milhões de pessoas participaram de protestos contra o presidente Donald Trump neste sábado (18) em todos os 50 estados dos Estados Unidos. As manifestações, organizadas pelo movimento No Kings, ocorreram em mais de 2.600 cidades e criticam o que os participantes chamam de posturas autoritárias do governo. O foco recai sobre tentativas de controle do Judiciário e do Congresso, além do uso de forças policiais contra a população.
Os atos começaram cedo em locais como Washington, Nova York e Los Angeles, com faixas e cartazes defendendo o equilíbrio entre os poderes. Organizadores estimam participação superior a 3 milhões, maior mobilização desde o retorno de Trump à Casa Branca em janeiro.
- Principais cidades envolvidas: Washington D.C., Nova York, Chicago, Los Angeles e Boston.
- Apoios notáveis: Senador Bernie Sanders e deputada Alexandria Ocasio-Cortez.
- Extensão internacional: Manifestações solidárias em Londres, Madri e Berlim.
Autoridades policiais monitoraram os eventos, que transorreram de forma pacífica na maioria dos casos. Incidentes isolados, como detenções em Nova York, foram registrados, mas sem confrontos generalizados.
Origem do movimento No Kings
O movimento No Kings surgiu em junho, coincidindo com o aniversário de 79 anos de Trump e um desfile militar em Washington. Grupos civis uniram forças para rejeitar o que descrevem como concentração de poder no Executivo.
Organizações como Indivisible e mais de 260 entidades coordenaram os atos iniciais, que reuniram 2 mil protestos em um só dia. A campanha ganhou tração online, com inscrições superando expectativas em poucas semanas.
Desde então, o lema “sem reis” simboliza a defesa da Constituição americana, enfatizando que os EUA operam sob regras democráticas, não sob liderança monárquica.
Acusações contra políticas de Trump
Os manifestantes apontam para decisões recentes que afetam imigração e educação como evidências de autoritarismo. Trump reduziu financiamentos a universidades por protestos pró-palestinos e políticas de diversidade, segundo relatórios oficiais.
No campo da segurança, o envio de tropas federais a estados como Califórnia gerou controvérsias. Um juiz federal emitiu ordem de restrição em Portland, bloqueando o uso da Guarda Nacional sem consentimento local.
Essas medidas, implementadas desde janeiro, visam combater o que o governo chama de irregularidades, mas opositores veem como interferência indevida. Dados do Departamento de Justiça indicam 44 prisões relacionadas a imigração no dia dos protestos.
Líderes do movimento argumentam que tais ações pressionam o sistema judicial, com Trump recorrendo a recursos federais contra opositores políticos. Analistas observam que isso representa o maior uso de forças armadas em contextos civis desde 1991.
Reações de líderes republicanos
O presidente da Câmara, Mike Johnson, classificou os protestos como manifestações antipatrióticas em declaração oficial. Ele afirmou que os atos promovem divisão em vez de unidade nacional.
Outros republicanos ecoaram a visão, chamando os eventos de “ódio aos Estados Unidos”. Trump, em entrevista à Fox Business na sexta-feira, negou intenções monárquicas e disse que os críticos ignoram conquistas econômicas.
Apesar das críticas, apoiadores do governo destacam a necessidade de ordem pública. O Secretário de Defesa, Pete Hegseth, defendeu o deployment de tropas como medida preventiva contra distúrbios.
Essas respostas intensificaram o debate, com republicanos acusando os manifestantes de minar a autoridade executiva estabelecida.
Expansão para além das fronteiras
Manifestações solidárias ocorreram em cidades europeias como Londres e Barcelona neste sábado. Grupos locais se juntaram ao No Kings para protestar contra o que veem como influência global de políticas autoritárias americanas.
No Canadá, atos em pequenas localidades reforçaram o apelo transfronteiriço. Organizadores internacionais estimam 500 mil participantes fora dos EUA, ampliando o alcance da campanha.
Esses eventos incluem palestras sobre direitos civis, com foco em lições da história americana para democracias emergentes. A coordenação via redes sociais facilitou a sincronia entre continentes.
A extensão geográfica demonstra o impacto perceived das decisões de Trump em alianças internacionais, segundo observadores.
Detalhes logísticos dos protestos
Autoridades prepararam contingentes policiais em áreas de alto tráfego, como a Times Square em Nova York. Marchas bloquearam avenidas principais, mas rotas alternativas foram sinalizadas para minimizar transtornos.
Em Washington, cerca de 100 mil pessoas se reuniram perto do Capitólio, marchando até o National Mall. Medidas de segurança incluíram barreiras e drones para monitoramento aéreo.
Organizadores distribuíram guias para conduta pacífica, enfatizando evitar confrontos. Incidentes menores, como prisões por obstrução de via em Chamblee, Georgia, foram resolvidos rapidamente.
Esses preparativos garantiram que os eventos prosseguissem sem escaladas maiores, mantendo o foco nas demandas democráticas.
Participação de figuras públicas
O senador independente Bernie Sanders discursou em Washington, elogiando a mobilização como defesa da democracia. Ele destacou a importância de ações coletivas contra concentrações de poder.
A deputada Alexandria Ocasio-Cortez postou vídeos de apoio nas redes, chamando os protestos de momento pivotal. Sua mensagem alcançou milhões, incentivando inscrições de última hora.
Hillary Clinton, ex-secretária de Estado, emitiu nota solidária, recordando eleições passadas como lição de resiliência. Celebridades como Robert De Niro também aderiram, ampliando a visibilidade midiática.
Essas vozes elevaram o perfil dos atos, transformando-os em símbolo de resistência ampla.

