Pesquisadores alertam que esses sistemas podem usar dados sem consentimento explícito.
Meta patenteia IA para manter redes sociais ativas após morte dos usuários | Imagem: Nia Loiola
A patente da Meta IA após morte descreve um sistema de inteligência artificial capaz de manter contas de redes sociais ativas mesmo após o falecimento do usuário.
Segundo o documento aprovado no final de 2025, a tecnologia poderia atuar em plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp, reproduzindo padrões de comportamento online de forma contínua. O projeto foi registrado originalmente em 2023 e tem como principal autor o diretor de tecnologia da empresa, Andrew Bosworth.
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A patente descreve que o sistema seria treinado com dados específicos do usuário, incluindo publicações, comentários, curtidas e outras interações digitais. Com essas informações, a inteligência artificial poderia agir como um substituto digital, respondendo mensagens, reagindo a conteúdos e até simulando interações em chamadas de áudio ou vídeo.
De acordo com o documento, o objetivo seria reduzir o impacto da ausência prolongada do usuário nas plataformas, inclusive em situações de falecimento. Para criadores de conteúdo e perfis que dependem de engajamento constante, a tecnologia poderia manter a atividade digital ativa durante períodos de inatividade.
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Especialistas em direito digital e ética apontam que a proposta levanta discussões relevantes sobre consentimento, identidade digital e uso de dados pessoais após a morte. Pesquisadores destacam que sistemas desse tipo podem utilizar informações de pessoas falecidas sem autorização explícita, o que pode gerar questionamentos legais e sociais.
A Meta informou que não há planos confirmados para implementar a tecnologia descrita e ressaltou que o registro de patente não implica necessariamente desenvolvimento comercial do recurso.
Outras empresas de tecnologia já registraram projetos semelhantes. A Microsoft, por exemplo, obteve anteriormente uma patente para sistemas capazes de criar chatbots que simulam indivíduos falecidos a partir de dados digitais. Paralelamente, startups especializadas em tecnologia de luto digital vêm desenvolvendo soluções que permitem a interação com versões virtuais de pessoas falecidas, um mercado que especialistas projetam crescer significativamente na próxima década.



