Chefão do PCC ficou 16 dias em solo goiano até ser transferido para a Papuda, em Brasília
Marcola, líder máximo do PCC, sendo escoltado – (Foto: reprodução/Agência Brasil)
Em fevereiro de 2002, há 24 anos, o líder máximo da facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC) Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, de 58 anos, ingressou no sistema prisional de Aparecida de Goiânia. Preso desde 1999, foi a primeira e única vez que o chefe da maior organização criminosa da América Latina pisou em um presídio goiano.
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Marcola chegou ao Núcleo de Custódia do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia no dia 9 de fevereiro de 2002 – ano em que assumiu o comando do PCC após uma briga interna contra os fundadores da facção José Márcio Felício, o Geleião, e César Augusto Roriz da Silva, vulgo Cesinha. No complexo aparecidense, o chefão ficou por 16 dias totalmente incomunicável – não chegando a receber visitas – até ser novamente transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda no dia 15 do mesmo mês, durante o Carnaval
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A Papuda, em Brasília, é atualmente um dos cinco presídios federais de segurança máxima do Brasil. A vinda do traficante para Goiás, de acordo com a Diretoria-Geral de Polícia Penal (DGPP), foi realizada sem o conhecimento do judiciário ou com autorização diversa do juízo da Execução Penal de Brasília.
Quando o órgão tomou conhecimento do paradeiro de Marcola, determinou a devolução imediata para a Papuda. O líder do PCC já passou por 15 prisões e, atualmente, se encontra detido na unidade penitenciária do DF desde de 2023, após ser remanejado do Presídio de Porto Velho, em Rondônia, por conta de um plano de fuga cinematográfico frustrado pelas forças de segurança. É a terceira vez que ele cumpre pena na capital federal.
Marcola tem condenações que somam mais de 300 anos de prisão por uma série de crimes, incluindo roubos a banco, tráfico de drogas, organização criminosa e homicídios. Ele é apontado como o mandante de atentados terroristas, em São Paulo, e de execuções de policiais penais e até do juiz-corregedor Antônio José Machado Dias.



