Marcelo Paz explicou o motivo do recuo por parte do Corinthians na contratação de Alisson, do São Paulo. De acordo com o executivo de futebol do Timão, o acordo não se concretizou devido à “responsabilidade financeira” do clube.
“Quero ser muito transparente com isso. O Rui Costa (executivo de futebol do São Paulo) conduziu muito bem, a gente tentou conduzir também muito bem aqui, tanto que a relação permanece muito boa. A não concretização da vinda do Alisson foi por uma questão de responsabilidade financeira do Corinthians“, iniciou o dirigente em entrevista ao programa Bola da Vez, que vai ao ar neste sábado.
Como reportado pelo Meu Timão, as equipes chegaram a um acordo pela negociação do meia, em que o Corinthians pagaria R$ 1,5 milhão pelo empréstimo, sendo R$ 1 milhão à vista e o restante no segundo semestre. Paz rejeitou a ideia de que o clube não teria o valor à disposição para repassar ao rival, apesar da dívida alcançar R$ 2,8 bilhões.
“O problema não é R$ 1 milhão. Se fala muito do R$ 1 milhão. O Corinthians tem R$ 1 milhão, claro que tem. Só que era R$ 1 milhão, mais uma cláusula se jogasse x jogos, mais a opção de compra que era um valor alto, não podia jogar contra o São Paulo, tinha que pagar R$ 2 milhão se fosse jogar contra o São Paulo, não podia mais jogar o Campeonato Paulista“, explicou.
Além da quantia pela transferência, o Corinthians teria que pagar 2,5 milhões de euros (R$ 15,5 milhões) ao São Paulo caso desejasse ter o atleta em definitivo ao fim do vínculo. O Timão ainda poderia gastar 250 mil euros (R$ 1,5 milhão) se Alisson completasse 25 partidas por ao menos 45 minutos em cada e uma multa de R$ 2 milhões para estar em um Majestoso. Ele também não poderia ser inscrito no Paulistão, pois já consta na lista do time do Morumbi.
“Mediante de tudo isso a gente repensou se era viável seguir com a operação, mas foi desgastante, virou uma novela que não precisava ter virado. Eu lamento pelo Alisson, porque é um grande garoto, conversei com ele, com autorização do Rui Costa, autorização do São Paulo. Foi ao CT do Corinthians com o São Paulo sabendo, nada escondido, não foi pra fazer exame, foi pra conhecer o espaço do clube. Mas o Corinthians, pela responsabilidade financeira, entendeu que poderia ser algo que poderia onerar muito o clube”, completou o dirigente.
Apesar de ter recebido Alisson no CT Joaquim Grava, o Corinthians optou por priorizar outras pendências financeiras. Entre elas estão o pagamento das parcelas do acordo com o Toluca, do México, pela contratação de Pedro Raul, em 2024, e a busca por uma solução para a dívida com o Talleres, da Argentina, referente à contratação de Rodrigo Garro, estimada em cerca de R$ 32 milhões, que pode gerar um novo transfer ban. O clube também precisa se preparar para o primeiro pagamento do Regime Centralizado de Execuções (RCE), homologado na última semana. A primeira parcela está prevista para março e corresponderá a 4% das receitas totais do Timão no mês de fevereiro.
Dorival Júnior, que já havia descartado a chegada do meia na última quarta-feira, ganhou o quarto reforço da temporada nesta quinta. O atacante Kaio César, do Al-Hilal, assinou por empréstimo até o fim de 2026, e se junta ao zagueiro Gabriel Paulista, ao lateral-direito Pedro Milans e o volante Matheus Pereira entre as contratações do ano.
O Corinthians volta a campo no próximo domingo, 1º de fevereiro, às 16h, contra o Flamengo, no Mané Garrincha, em Brasília, pela decisão da Supercopa do Brasil.
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