Mais de 150 mil clientes ainda estavam sem energia elétrica no Rio de Janeiro nesta sexta-feira (31), dois dias após a ventania. Rajadas acima de 100 km/h provocaram quedas de árvores, desabamentos e mortes no estado

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – No segundo dia após a ventania que atingiu o Sudeste, 158 mil clientes seguem sem energia elétrica na manhã desta sexta-feira (31)no Rio de Janeiro. Durante a tarde desta quinta-feira (30), o número total de prejudicados chegou a quase 500 mil.
A Light, responsável pelo fornecimento para 31 cidades -incluindo a capital, informou que 112 mil imóveis continuam afetados. Na capital, os bairros com maior impacto são Campo Grande, Bangu, Jacarepaguá, Santa Cruz e Recreio. Na Baixada Fluminense, os municípios com trechos mais atingidos são Nova Iguaçu e Duque de Caxias, ainda de acordo com a concessionária.
No restante do estado, atendido pela Enel, são 34 mil pontos sem luz. A cidade mais impactada nessa área de concessão é Paraty, com mais de 14% dos imóveis sem o serviço.
Por volta das 19h desta quinta-feira (30), a Enel disse que já havia normalizado o fornecimento para 95% dos clientes. “Além da recomposição da rede elétrica, os profissionais também atuam na desobstrução de vias interrompidas pela queda de árvores e a companhia conta com reforço de veículos, equipamentos e técnicos para apoiar o atendimento às ocorrências relacionadas à queda de galhos e árvores”, acrescentou.
Light alega que trabalhos entraram na etapa mais complexa agora. Em nota, a empresa disse que, em diversos pontos, os danos exigem a substituição de postes, cabos e outros equipamentos, além da remoção de árvores e objetos que caíram sobre a fiação.
IMPACTOS E CONSEQUÊNCIAS
Um corpo foi encontrado na manhã desta quinta durante a busca por um homem que sumiu no mar em Tarituba, em Paraty (RJ). A identificação será feita pelo IML (Instituto Médico Legal) e a morte ainda não foi incluída no balanço das chuvas, que já registra duas mortes desde ontem em decorrência da queda de um muro em Santa Tereza, na capital. Uma das vítimas é Tássio Santos, 41, ex-atacante do Botafogo.
A capital fluminense foi a que mais sofreu com os ventos. Nova Iguaçu e Niterói foram as outras duas cidades que registraram impactos. Ao todo, foram 291 ocorrências relacionadas aos ventos em todo o estado, sendo 154 de cortes de árvores, 31 salvamentos de pessoas e cinco desabamentos.
As rajadas registradas na cidade foram acima de 100 km/h. A maior medição, de 105,5 km/h, foi feita no Aeroporto do Galeão. Também houve rajadas de 95,4 km/h na Marambaia, 87,5 km/h na Vila Militar e 83,3 km/h no Campo dos Afonsos.
O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), declarou que a ventania foi “absolutamente mais forte” que o previsto. “A gente chegou a ter no estado um milhão de pessoas com falta de energia, muitas ruas impactadas. O aviso que foi feito [pela Defesa Civil] no início da tarde foi muito menos intenso do que acabou acontecendo”, declarou na manhã de hoje em entrevista à TV Globo.

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Folhapress | 06:15 – 30/07/2026




