Além disso, candidato à reeleição, Rubens Otoni (PT) é atualmente o deputado federal de Goiás com a trajetória mais longa e ininterrupta na Câmara. Dessa forma, O parlamentar foi eleito pela primeira vez em 2002 e, desde então, foi reeleito em todos os pleitos seguintes.
Com isso, neste ano, Otoni concorre pela sétima vez a uma cadeira na Câmara dos Deputados. Nesse sentido, no último pleito, ele teve 83,5 mil votos, enquanto em 2018 foram 83 mil. Portanto, quatro anos antes, o petista chegou a 115,8 mil confirmações nas urnas e, em 2010, 171,3 mil. Em seguida, no ano de 2006 foram 87,2 mil e, em sua primeira disputa, 77,1 mil.
De acordo com as apurações, O goiano chegou à Câmara no mesmo ano em que o presidente Lula (PT) assumiu o Executivo federal pela primeira vez. Por outro lado, ele sobreviveu ao impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) e ao governo Bolsonaro (PL). Inclusive, sendo o único representante do PT goiano naquele parlamento — atualmente, a deputada federal Adriana Accorsi (PT) também representa a sigla na casa.
Natural de Goianésia, o deputado reside em Anápolis. Filho de Laerte Vieira Gomide e Anita Otoni Gomide, ele é irmão do deputado estadual e ex-prefeito do município, Antônio Gomide.
Antes de ir para a Câmara dos Deputados, ele também foi deputado estadual. Em 2000 e 2004, disputou a prefeitura de Anápolis, mas não se elegeu. Rubens é advogado, sociólogo e empresário.

Rubens Otoni: Caso polêmico
Em março de 2012, a Veja publicou, durante as investigações relacionadas a Carlinhos Cachoeira, que o contraventor teria oferecido dinheiro a Otoni em 2004, quando ele disputava a prefeitura. A suspeita era de doação eleitoral não contabilizada (caixa dois).
A Câmara abriu uma sindicância e a corregedoria recomendou o arquivamento. À época, o petista disse que conversou com o contraventor quando lideranças políticas e empresariais de Anápolis o procuraram para ajudá-lo em questões ligadas à Vitapan, empresa farmacêutica de Cachoeira.
Para o relator, não havia indícios de irregularidades ou infrações às normas de decoro parlamentar para abrir um processo contra Otoni. Em dezembro daquele ano, a Mesa Diretora confirmou o arquivamento.
Longevidade
Caso reeleito, Rubens Otoni chegará ao seu sétimo mandato de deputado federal. Ele passará nomes como Jovair Arantes, Rezende Monteiro e José Freire, mas ainda não alcançará Roberto Balestra. Confira:
- Roberto Balestra — 8 mandatos;
- Jovair Arantes — 6 mandatos;
- Rezende Monteiro — 6 mandatos;
- José Freire — 6 mandatos.
Sempre deputado pelo PT, Otoni manteve o alinhamento com o partido ao longo dos anos. Ele votou contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) (2016), contra o teto de Gastos (2016), contra a Reforma Trabalhista (2017) e Reforma da Previdência (2019), entre outras.
Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.
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