Lula deve enfrentar desgaste na base por modelo do fim da escala 6×1

Redação
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Lula deve enfrentar desgaste na base por modelo do fim da escala 6×1

Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova

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1 de 1 presidente-lula-2 – Foto: Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova

Na volta do recesso de Carnaval, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), devem intensificar a articulação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe fim à jornada 6×1.

A iniciativa, no entanto, deve causar desgaste com partidos da base governista mais à esquerda, como PSol e Rede, que defendem o modelo 4×3, no qual o trabalhador atua quatro dias e folga três.

O texto que impulsionou o debate foi uma PEC apresentada em 2024 pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que estava parada na Câmara desde então. Na semana passada, Motta encaminhou a proposta à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.


Impasse sobre 6×1

  • Governo e Hugo Motta retomam articulação da PEC que acaba com a escala 6×1. Movimento deve ganhar força após o recesso de Carnaval;
  • Proposta pode gerar desgaste na base à esquerda. Psol e Rede defendem modelo 4×3, com quatro dias de trabalho;
  • Texto que impulsionou debate é de Erika Hilton, de 2024. PEC agora tramita junto com proposta de Reginaldo Lopes;
  • Mudança exige rito rigoroso no Congresso. São necessários dois turnos e 308 deputados e 49 senadores.

Metrópoles

Após o Carnaval, Lula e Hugo Motta devem intensificar articulação para acabar com a jornada 6x1

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Após o Carnaval, Lula e Hugo Motta devem intensificar articulação para acabar com a jornada 6×1

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PEC de Erika Hilton, apresentada em 2024 e parada na Câmara, foi enviada à CCJ por Hugo Motta na semana passada.

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PEC de Erika Hilton, apresentada em 2024 e parada na Câmara, foi enviada à CCJ por Hugo Motta na semana passada.

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Congresso Nacional

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Congresso Nacional

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakifoto

A matéria tramitará em conjunto com uma PEC mais antiga, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), aliado do presidente Lula.

Uma PEC exige análise mais rigorosa. Após passar pela CCJ, o texto ainda precisa ser analisado por uma comissão especial. No plenário, deve ser aprovado em dois turnos na Câmara e no Senado, com quórum mínimo de três quintos dos parlamentares, o que corresponde a 308 deputados e 49 senadores.

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