Justiça nega habeas corpus a Buzeira e mantém prisão preventiva

Redação
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O Tribunal Regional Federal da 3ª Região negou habeas corpus ao influenciador Bruno Alexssander Souza Silva, conhecido como Buzeira, preso desde 14 de outubro. A decisão, proferida pela desembargadora Raecler Baldresca, mantém a prisão preventiva por suspeita de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas.

A defesa alegava que a medida era excessiva e baseada apenas em conversas de WhatsApp, sem flagrante com entorpecentes ou armas. A magistrada entendeu que a detenção é necessária para garantir a ordem pública diante da gravidade dos fatos e do histórico criminal do investigado.

O caso é desdobramento da Operação Narco Vela, deflagrada pela Polícia Federal para apurar envio de cocaína para Europa dentro de velas náuticas.

Decisão judicial destaca risco concreto

A desembargadora Raecler Baldresca apontou que a liberdade de Buzeira representaria perigo à ordem pública.

Ela citou a existência de outros processos criminais contra o influenciador e a complexidade do esquema investigado.

A prisão, segundo a decisão, também visa evitar a continuidade das práticas ilícitas.

Operação Narco Vela revelou esquema sofisticado

A Polícia Federal identificou que o grupo utilizava apostas online e criptomoedas para ocultar valores do tráfico.

As investigações começaram em 2023 após apreensões de cocaína escondida em velas decorativas enviadas à Europa.

Mais de 20 pessoas já foram denunciadas no âmbito da operação.

Argumentos da defesa foram rejeitados

Os advogados de Buzeira sustentaram que as provas se limitam a mensagens de aplicativo.

Eles afirmaram que o influenciador nunca foi encontrado com drogas ou armas.

A defesa também questionou a proporcionalidade da prisão preventiva.

O TRF-3, porém, considerou que os indícios são suficientes para justificar a custódia cautelar.

Detalhes da lavagem de dinheiro

  • O esquema movimentou milhões de reais por meio de plataformas de apostas esportivas.
  • Criptomoedas eram usadas para transferir valores a contas no exterior.
  • Empresas de fachada ajudavam a dissimular a origem ilícita do dinheiro.
  • Buzeira aparecia como beneficiário final de parte dos recursos.

Próximos passos do processo

O inquérito policial foi concluído e enviado ao Ministério Público Federal.

A denúncia já foi oferecida à 5ª Vara Federal Criminal de São Paulo.

Buzeira permanece detido no presídio de Tremembé, no interior paulista.

A defesa informou que vai recorrer da decisão ao Superior Tribunal de Justiça.

Histórico do investigado pesa na decisão

Bruno Alexssander responde a outros três processos criminais na Justiça estadual de São Paulo, incluindo acusações de associação criminosa e porte ilegal de arma de fogo. Esses antecedentes foram mencionados pela desembargadora como fator adicional para a manutenção da prisão. O influenciador ganhou notoriedade nas redes sociais com conteúdos sobre apostas esportivas e estilo de vida de alto padrão.

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