Junior Dutra, com 100 mil seguidores, falece devido a inchaço e dor pós-elevação de olhos com fios

Redação
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Junior Dutra, com 100 mil seguidores, falece devido a inchaço e dor pós-elevação de olhos com fios
Junior Dutra

Junior Dutra – Foto: instagram

O influenciador digital Junior Dutra, de 31 anos, faleceu na noite de sexta-feira (3) em São Paulo, após complicações decorrentes de um procedimento estético realizado meses antes. O jovem mineiro, conhecido por conteúdos de moda e beleza com mais de 100 mil seguidores nas redes sociais, passou por uma técnica chamada Fox Eyes em março deste ano. A intervenção, que usa fios para elevar a cauda da sobrancelha e a região lateral dos olhos, foi feita por Fernando Garbi, profissional que se apresentou como médico, mas atua como dentista.

Dias após o procedimento, Dutra relatou dores intensas e inchaço no lado esquerdo do rosto, sintomas que o levaram ao Hospital São Luiz para tratamento. A família confirmou o óbito a amigos e jornalistas, mas não divulgou detalhes adicionais sobre a causa exata. O hospital manteve sigilo médico, sem emitir boletim oficial.

O caso ganhou repercussão porque Dutra usou suas plataformas para denunciar o profissional, alertando sobre os perigos de intervenções estéticas por pessoas sem qualificação adequada em medicina.

Detalhes do procedimento Fox Eyes

A técnica Fox Eyes envolve a inserção de fios de polidioxanona (PDO) na pele para criar um efeito de levantamento facial, popular entre influenciadores em busca de traços mais definidos. Realizada em consultórios estéticos, dura cerca de 30 minutos e promete resultados por até 18 meses, segundo especialistas em dermatologia.

No caso de Dutra, o procedimento ocorreu em uma clínica particular na capital paulista. O influenciador descreveu, em vídeo postado nas redes, a sensação imediata de desconforto, como se uma veia tivesse estourado no rosto esquerdo. Ele buscou atendimento inicial com Garbi, mas o dentista negou ligação com os fios e recusou assistência adicional.

Autoridades de saúde investigam se a infecção surgiu de falha na assepsia ou material inadequado, comum em procedimentos minimamente invasivos.

Repercussão entre seguidores e amigos

Amigos próximos de Junior Dutra compartilharam mensagens de luto em perfis online logo após o anúncio da morte. O velório ocorreu na manhã de sábado (4) em São Paulo, com presença de familiares e parte da comunidade digital.

O influenciador havia construído uma audiência fiel ao exibir sua rotina como estilista, misturando dicas de looks com relatos pessoais. Sua denúncia recente sobre o Fox Eyes ampliou o alcance dos posts, gerando debates sobre segurança em clínicas de estética.

  • Mais de 50 comentários em vídeos de Dutra expressam condolências e pedem investigações.
  • Parcerias com marcas de beleza pausaram atividades em homenagem ao perfil.
  • Grupos de apoio a vítimas de procedimentos falhos oferecem suporte à família.

Posição do profissional envolvido

Fernando Garbi, dentista responsável pela intervenção, não atendeu a pedidos de entrevista desde a denúncia pública de Dutra. Por mensagens, o profissional ameaçou medidas judiciais contra a divulgação das acusações, alegando difamação sem provas concretas.

Registros do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo confirmam que Garbi possui habilitação apenas em odontologia, sem especialização em cirurgias estéticas faciais. Procedimentos como Fox Eyes exigem formação em cirurgia plástica ou dermatologia, conforme normas da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

A clínica onde o ato ocorreu opera normalmente, mas enfrenta questionamentos de clientes sobre protocolos de segurança.

O caso de Dutra reforça alertas de entidades médicas sobre a proliferação de intervenções estéticas em ambientes não hospitalares. Em 2024, o Ministério da Saúde registrou aumento de 20% em internações por complicações em procedimentos faciais, com infecções liderando as causas. Dermatologistas recomendam verificação de CRM antes de qualquer aplicação de fios ou injetáveis.

Pacientes relatam que sintomas como inchaço e dor surgem em até 48 horas pós-procedimento, exigindo monitoramento imediato. No Brasil, mais de 1,5 milhão de sessões de bioestimuladores faciais foram realizadas no último ano, segundo dados da Associação Brasileira de Medicina Estética.

Riscos associados a fios de PDO

Os fios de PDO, usados no Fox Eyes, são absorvíveis e estimulam colágeno, mas demandam técnica precisa para evitar migração ou rejeição tecidual. Complicações ocorrem em cerca de 5% dos casos, incluindo abscessos e assimetrias, de acordo com estudos publicados na Revista Brasileira de Cirurgia Plástica.

Dutra mencionou em entrevista à Feed TV, dias antes do óbito, que o lado direito do rosto permaneceu intacto, enquanto o esquerdo expeliu o material, agravando a inflamação. Tratamentos corretivos envolvem antibióticos intravenosos e, em casos graves, remoção cirúrgica.

Autoridades recomendam:

  • Consulta prévia com cirurgião plástico credenciado.
  • Exames de alergia antes da inserção.
  • Acompanhamento pós-operatório por 30 dias.

Fiscalização em clínicas estéticas

Órgãos como a Vigilância Sanitária de São Paulo intensificaram vistorias em estabelecimentos de beleza após incidentes semelhantes. Em 2025, 15 clínicas foram multadas por operar sem alvará específico para procedimentos invasivos.

Dentistas que extrapolam sua área enfrentam suspensão ética, como visto em casos recentes no estado. O Conselho Federal de Medicina alerta que apenas médicos podem realizar elevações faciais com fios, sob pena de exercício ilegal.

A família de Dutra planeja acionar a justiça para apurar responsabilidades, conforme relatos de assessores.

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