O júri responsável pelo julgamento de Lindsay Clancy encerrou, em 2 de setembro de 2026, seu quinto dia de deliberações sem chegar a um veredicto. A mãe de Massachusetts é acusada de assassinar seus três filhos pequenos, e os jurados retornarão ao tribunal na manhã de quinta-feira para continuar o processo.
Impasse persiste e juiz orienta jurados a continuar o trabalho
— Nick Sortor (@nicksortor) September 2, 2026🚨 BREAKING: The Lindsay Clancy jury has ONCE AGAIN sent a note to the judge saying they’re DEADLOCKED
The judge is now reading them a Tuey-Rodriguez charge, and will send them BACK to deliberate again
Here’s what a Tuey-Rodriguez charge entails, as read by the judge:
– A jury… pic.twitter.com/dnkoTlJzSe
Após informar o juiz pela segunda vez sobre a dificuldade em alcançar uma decisão unânime, o colegiado recebeu as “instruções Tuey-Rodriguez”. Essa é uma orientação final específica, que incentiva os jurados a reconsiderarem todas as opiniões razoáveis e persistirem nas deliberações até chegarem a um veredicto, visando evitar a anulação do julgamento.
Argumentos da acusação e defesa em questão
O cerne do caso se divide entre as alegações da promotoria e da defesa. A acusação sustenta que Clancy agiu com intenção, racionalidade e rapidez ao estrangular seus filhos em 2023. Em contrapartida, a defesa argumenta que ela não deve ser responsabilizada criminalmente, pois estava sofrendo de psicose pós-parto no momento dos fatos.
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Defesa de Lindsay Clancy expressa orgulho pelo desempenho do júri
O advogado de Lindsay Clancy, Kevin Reddington, conversou com a imprensa e disse estar “muito orgulhoso” da dedicação do júri. Ele ressaltou o empenho dos membros e afirmou que, independentemente do desfecho, “ninguém poderá dizer que eles não deram tudo de si”. Reddington também mencionou que Clancy estava “chateada” e “triste” com o prolongamento do julgamento. Em caso de anulação, o advogado indicou que tentaria iniciar um novo julgamento na semana seguinte.
Incidente fora do tribunal gera prisão por intimidação
Um fato curioso ocorreu fora das dependências do tribunal. Uma mulher foi detida no dia anterior após, segundo os promotores, filmar os jurados enquanto eles deixavam o local. Ela se declarou inocente da acusação de intimidação agravada de testemunhas e jurados, aguardando os próximos desdobramentos.
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Histórico de longas deliberações em casos semelhantes
O processo de deliberação pode ser extenso e desafiador para os jurados, especialmente em casos de grande complexidade. As quase 30 horas de discussão no julgamento de Lindsay Clancy não são incomuns, como mostram outros casos de repercussão:
- Andrea Yates: A mãe texana que afogou seus cinco filhos em 2001 teve um júri que deliberou por cerca de 13 horas ao longo de três dias, resultando em sua absolvição por insanidade em um segundo julgamento. O primeiro havia sido anulado devido a um depoimento incorreto de um perito.
- Karen Read: Acusada de homicídio em segundo grau pela morte de seu namorado policial, Read foi absolvida após aproximadamente 21 horas de deliberação, divididas em quatro dias. Esse desfecho ocorreu depois que o júri do primeiro julgamento não conseguiu chegar a um consenso.
Esses exemplos demonstram que impasses são frequentes em julgamentos de alta complexidade e que a busca por um veredicto unânime pode levar a processos demorados ou até mesmo à anulação, exigindo novas tentativas.
O que aguardar para os próximos passos do julgamento
Com o retorno dos jurados previsto para a manhã de quinta-feira, as possibilidades ainda são variadas. O colegiado pode finalmente chegar a um veredicto, decidir continuar as deliberações por mais tempo ou, eventualmente, declarar um impasse definitivo, o que levaria à anulação do julgamento. A expectativa é que um desfecho se aproxime com a continuação do trabalho dos jurados.

