O juiz Jesseir Coelho manteve a prisão preventiva da dentista Renata de Almeida Pedreira e Sousa, presa pela morte do jornalista Delson Carlos. A decisão é de sexta-feira (7).
“A gravidade concreta dos fatos imputados à acusada evidencia a necessidade da manutenção da custódia cautelar, como medida indispensável à garantia da ordem pública. As circunstâncias do caso revelam elevada reprovabilidade da conduta, justificando a preservação da segregação preventiva também para assegurar a credibilidade da Justiça e evitar que a sensação de impunidade comprometa a confiança da sociedade na efetividade da persecução penal e fomente a insegurança jurídica”, justificou o magistrado.
Na última semana, a defesa de Renata protocolou pedido de revogação da prisão preventiva e sustentou que, no momento do crime, a dentista enfrentava um grave surto psicótico provocado por intoxicação medicamentosa por sedativos, o que teria comprometido sua capacidade de compreender o caráter ilícito de seus atos. Para Jesseir, “não prospera por ora a alegação defensiva de inimputabilidade, porquanto inexistem elementos nos autos que evidenciem a presença de causa excludente da culpabilidade. Ao contrário, os fatos ocorreram em contexto de ingestão voluntária de bebidas alcoólicas”.
Desta forma, o magistrado considerou insuficiente a substituição da preventiva por medidas cautelares, como tornozeleira eletrônica.
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Relembre o caso
Delson Carlos foi morto a facadas na noite de 24 de julho, dentro do apartamento onde morava, no Setor Bueno, em Goiânia. A principal suspeita do crime é Renata de Almeida, amiga do jornalista há mais de dez anos.
De acordo com a Polícia Militar, quatro pessoas estavam no imóvel quando uma discussão começou. Mesmo ferido, Delson tentou escapar, mas morreu no corredor do quinto andar do edifício. O cachorro do jornalista também foi morto durante o episódio e a então companheira da acusada também foi ferida por ela.
Após o crime, Renata permaneceu trancada no apartamento por cerca de quatro horas. Ela foi retirada do local por equipes do Batalhão de Operações Especiais (Bope), teve a prisão em flagrante convertida em preventiva e segue à disposição da Justiça.

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