Segunda-feira, 26 de outubro de 2026
Goiás

Juiz mantém prisão preventiva de dentista acusada de matar jornalista em Goiânia

Prisão preventiva de dentista acusada em Goiânia
Juiz mantém prisão preventiva de dentista acusada de matar jornalista em Goiânia

Além disso, O juiz Jesseir Coelho manteve a prisão preventiva da dentista Renata de Almeida Pedreira e Sousa, presa pela morte do jornalista Delson Carlos. Dessa forma, A decisão é de sexta-feira (7).

“A gravidade concreta dos fatos imputados à acusada evidencia a necessidade da manutenção da custódia cautelar, como medida indispensável à garantia da ordem pública. Com isso, as circunstâncias do caso revelam elevada reprovabilidade da conduta, justificando a preservação da segregação preventiva também para assegurar a credibilidade da Justiça e evitar que a sensação de impunidade comprometa a confiança da sociedade na efetividade da persecução penal e fomente a insegurança jurídica”, justificou o magistrado.

Nesse sentido, na última semana, a defesa de Renata protocolou pedido de revogação da prisão preventiva e sustentou que, no momento do crime, a dentista enfrentava um grave surto psicótico provocado por intoxicação medicamentosa por sedativos, o que teria comprometido sua capacidade de compreender o caráter ilícito de seus atos. Portanto, para Jesseir, “não prospera por ora a alegação defensiva de inimputabilidade, porquanto inexistem elementos nos autos que evidenciem a presença de causa excludente da culpabilidade. Em seguida, ao contrário, os fatos ocorreram em contexto de ingestão voluntária de bebidas alcoólicas”.

Desta forma, o magistrado considerou insuficiente a substituição da preventiva por medidas cautelares, como tornozeleira eletrônica.

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Delson Carlos foi morto a facadas na noite de 24 de julho, dentro do apartamento onde morava, no Setor Bueno, em Goiânia. A principal suspeita do crime é Renata de Almeida, amiga do jornalista há mais de dez anos.

De acordo com a Polícia Militar, quatro pessoas estavam no imóvel quando uma discussão começou. Mesmo ferido, Delson tentou escapar, mas morreu no corredor do quinto andar do edifício. O cachorro do jornalista também foi morto durante o episódio e a então companheira da acusada também foi ferida por ela.

Após o crime, Renata permaneceu trancada no apartamento por cerca de quatro horas. Ela foi retirada do local por equipes do Batalhão de Operações Especiais (Bope), teve a prisão em flagrante convertida em preventiva e segue à disposição da Justiça.

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Delson e Renata, amigos há mais de dez anos (Foto: Reprodução)

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Redação Foco Goiás