Sobre o tema envolvendo Bailes piscinas, além disso, entre a Avenida Anhanguera e a Rua 3, no Centro de Goiânia, um edifício de concreto guarda as lembranças de bailes de carnaval, festas de debutantes, competições esportivas e encontros da elite goiana. Dessa forma, projetada por Paulo Mendes da Rocha e João Eduardo de Gennaro, a sede modernista do Jóquei Clube de Goiás foi inaugurada em 1975 e permaneceu em funcionamento até 2009. Com isso, sem uso regular e exposta à deterioração, a construção está abandonada há mais de uma década. Nesse sentido, agora, seu destino depende de uma desapropriação contestada na Justiça e de uma negociação que envolve dívidas tributárias, indenização e preservação arquitetônica.
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Portanto, A Justiça manteve, em julho de 2026, a validade do decreto municipal que declarou o imóvel de utilidade pública para fins de desapropriação. Em seguida, A decisão rejeitou a ação apresentada pelo Jóquei Clube para anular o ato, mas não transferiu automaticamente a propriedade nem a posse para o município. De acordo com as apurações, conforme esclareceu o Tribunal de Justiça de Goiás, a conclusão da desapropriação ainda depende de acordo ou processo específico para estabelecer uma indenização prévia e justa. O prédio, portanto, permanece no centro de uma disputa cujo desfecho ainda não está definido. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Bailes piscinas continuam sendo acompanhados com atenção.
O clube que ensinou Goiânia a festejar
Por outro lado, O Jóquei Clube de Goiás surgiu em 10 de março de 1938 com o nome de Automóvel Clube, quando Goiânia ainda ganhava ruas, prédios públicos e moradores. Vale destacar que A instituição organizou um dos primeiros bailes de carnaval da nova capital, frequentado por autoridades, empresários e famílias ligadas à vida política do Estado. Sendo assim, confetes, serpentinas, marchinhas e lança-perfumes ocupavam o salão em uma cidade cuja população ainda se conhecia pelo nome. Além disso, nas décadas seguintes, o clube passou a representar um modelo de sociabilidade associado às festas formais, aos esportes e aos encontros da elite urbana. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Bailes piscinas nos últimos dias.
Contexto e detalhes sobre Bailes piscinas

Dessa forma, com o crescimento da capital, a antiga estrutura deixou de atender às ambições dos associados e abriu caminho para uma nova sede. Com isso, um concurso público nacional de arquitetura, realizado em 1962, escolheu o projeto dos jovens arquitetos Paulo Mendes da Rocha e João Eduardo de Gennaro. Nesse sentido, A proposta colocou Goiânia no circuito da arquitetura moderna brasileira antes de Mendes da Rocha receber o Prêmio Pritzker, em 2006, principal reconhecimento internacional da área. Portanto, A construção avançou durante anos até a inauguração oficial do complexo, em 1975, segundo pesquisa acadêmica da PUC Goiás. Especialistas destacam que novas atualizações sobre Bailes piscinas devem surgir em breve.
Em seguida, O edifício foi concebido como uma estrutura contínua, na qual ambientes distribuídos em diferentes níveis permaneciam conectados sob uma cobertura de concreto. De acordo com as apurações, rampas e escadas conduziam ao salão de festas, restaurante, quadras, saunas, áreas de convivência e praça das piscinas. Por outro lado, um bosque formado próximo a um afloramento de água ligado ao Córrego dos Buritis ajudava a integrar arquitetura e paisagem. Vale destacar que A organização do conjunto, analisada em estudo publicado no repositório da Universidade Federal de Goiás, permitia enxergar diferentes pontos do clube sem separar completamente os espaços. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Bailes piscinas continuam sendo acompanhados com atenção.
Sendo assim, A praça das piscinas funcionava como um terraço aberto para a cidade, enquanto a grande cobertura criava áreas de sombra e circulação. Além disso, O concreto armado aparente, os grandes vãos e a redução de elementos decorativos aproximavam o projeto da chamada Escola Paulista de arquitetura. Dessa forma, O prédio também se tornou a primeira das três grandes obras de Paulo Mendes da Rocha em Goiânia, antes do Estádio Serra Dourada e de sua participação no projeto do Terminal Rodoviário. Conforme análise publicada pela revista especializada Vitruvius, a capital reúne a maior concentração de obras dessa dimensão do arquiteto fora de São Paulo. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Bailes piscinas nos últimos dias.
Principais pontos e impactos da decisão
Bailes, piscinas e a era de ouro do basquete
A nova sede converteu-se em um dos endereços sociais mais disputados de Goiânia durante as décadas de 1970 e 1980. Bailes de carnaval, festas de debutantes, casamentos, formaturas e recepções ocuparam um salão projetado para integrar os convidados às demais áreas do clube. Artistas goianos, entre eles Siron Franco, Amaury Menezes e chargistas locais, participaram da criação de cenários e decorações para festas carnavalescas. O glamour não estava apenas nas roupas ou nas listas de convidados, mas na própria arquitetura, que transformava concreto, água, jardins e luz em cenário para a vida social. Especialistas destacam que novas atualizações sobre Bailes piscinas devem surgir em breve.

O Jóquei também ocupou espaço na história esportiva de Goiás, sobretudo no basquete, no vôlei, na natação e nas modalidades praticadas em quadra. Durante a década de 1970, equipes goianas conquistaram resultados nacionais e internacionais, período posteriormente chamado de era de ouro do basquete no Estado. A relevância do clube nesse ciclo aparece no documentário “Chuá”, dedicado às equipes e aos atletas que projetaram Goiás no esporte, conforme registro da Secretaria de Estado da Cultura. O prédio funcionava, dessa maneira, como clube social, centro esportivo e espaço de representação da cidade que se urbanizava.
O interesse acadêmico pela construção ultrapassa a memória dos antigos frequentadores. Artigo publicado no Docomomo Journal classifica o edifício como parte do projeto de modernidade desenvolvido pelo jovem Paulo Mendes da Rocha. Outro estudo, intitulado “Arquitetura e esquecimento”, acompanha a trajetória do conjunto do auge à decadência e defende sua reinserção na vida urbana. As pesquisas identificam valores arquitetônicos, ambientais e afetivos capazes de sustentar novos usos sem eliminar as características originais.
O que dizem as partes envolvidas
Como o glamour deu lugar ao abandono
O declínio começou a ficar evidente na década de 1990, quando Goiânia ganhou novas centralidades, condomínios com estruturas próprias de lazer e outros espaços para grandes eventos. A redução do número de frequentadores atingiu as receitas e limitou a capacidade de manutenção do complexo. Quadras, piscinas e áreas sociais perderam uso, enquanto as dívidas tributárias cresceram. Em 2009, a sede encerrou suas atividades regulares e passou a representar, no Centro, o contraste entre a importância histórica e a deterioração física.
Parte do imóvel havia sido entregue à Faculdade Padrão por meio de um contrato firmado em 2008, que previa gestão parcial, pagamento de passivos, manutenção e reativação das atividades sociais. O acordo terminou em uma disputa judicial iniciada após denúncias de descumprimento das obrigações. Em 2025, uma sentença rescindiu o contrato e condenou a instituição de ensino a pagar R$ 6,63 milhões, além de determinar reparos e o pagamento de obrigações relacionadas ao período, conforme mostrou o Mais Goiás. A decisão também responsabilizou a faculdade pela degradação verificada durante a vigência da parceria.
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O abandono deixou marcas mensuráveis na estrutura. Uma investigação acadêmica do Instituto Federal de Goiásidentificou infiltrações, deterioração do concreto e danos que exigem diagnóstico antes de uma recuperação. Estudos também apontam corrosão das armaduras, eflorescências, alterações nas quadras e perda de parte da vegetação original. O antigo bosque foi parcialmente pavimentado para funcionar como estacionamento, rompendo a relação prevista entre o prédio, a nascente e a paisagem.
A perda de vitalidade não significa que o projeto tenha desaparecido sob as intervenções. Pesquisadores afirmam que os principais elementos espaciais ainda podem ser reconhecidos e recuperados. O desafio consiste em adaptar o complexo às normas atuais de segurança, acessibilidade e funcionamento sem apagar os elementos que justificam sua preservação. A escala da obra e o tempo de abandono também indicam que a restauração exigirá levantamento estrutural, projeto especializado e recursos ainda não detalhados.
Dívida, desapropriação e disputa na Justiça

As tentativas de encontrar um destino para a sede atravessaram diferentes administrações municipais. Em 2024, a possibilidade de transferência do imóvel para a Prefeitura voltou à discussão como forma de compensar débitos, segundo reportagem do Mais Goiás. No ano seguinte, o município anunciou que pretendia transformar a estrutura em Palácio da Cultura, com atividades culturais, educacionais e de lazer. A administração também chegou a mencionar a criação de espaços para tecnologia, economia criativa e desenvolvimento de jogos digitais.
Em julho de 2025, a Prefeitura publicou o Decreto nº 2.807 e declarou os imóveis da sede como de utilidade pública. O ato abriu caminho para a desapropriação e autorizou medidas administrativas e judiciais, conforme informou o Mais Goiás. A gestão municipal havia estimado os débitos do clube em R$ 168 milhões e sugerido utilizar a dívida na composição financeira da transferência. O valor, entretanto, passou a ser questionado e revisto durante as negociações posteriores.
Eleita em janeiro de 2026, Nívea Cristina Ribeiro de Paula assumiu a presidência do Jóquei Clube após uma disputa decidida por 131 votos contra 115. Na ocasião, ela afirmou ao Mais Goiás que a nova direção buscaria regularizar a situação jurídica e fiscal da entidade e manter o diálogo com a Prefeitura. As discussões passaram a considerar tanto a sede social quanto o Hipódromo da Lagoinha, localizado na Cidade Jardim. Uma comissão técnica foi criada em maio para revisar dívidas e avaliações dos imóveis, como registrou o Mais Goiás.
O Jóquei Clube ajuizou uma ação para anular o decreto e alegou falta de motivação, ausência de interesse público específico, risco de confisco e violação à exigência constitucional de indenização prévia e justa. A 3ª Vara da Fazenda Pública Municipal e Registros Públicos rejeitou esses argumentos e reconheceu a legalidade da declaração de utilidade pública. A magistrada considerou que as secretarias municipais demonstraram o valor arquitetônico do prédio e seu potencial para atividades coletivas. A sentença, contudo, ressaltou que o decreto é um ato preparatório e não conclui a desapropriação.
Patrimônio reconhecido, mas sem tombamento
A importância arquitetônica do Jóquei não se converteu em tombamento formal da sede social. Em 2017, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás apresentou um pedido de proteção apoiado por parecer técnico do professor Lucas Jordano, da UFG. A universidade registrou que a edificação integra a paisagem do Centro e a memória afetiva de Goiânia, mas o pedido não recebeu decisão favorável, segundo informou posteriormente o CAU/GO. A ausência dessa proteção amplia a importância das condições que serão estabelecidas em eventual desapropriação e requalificação.
O CAU defende que qualquer intervenção preserve os valores históricos, ambientais e arquitetônicos do conjunto. A entidade considera o Jóquei uma das obras mais expressivas da arquitetura moderna brasileira existente em Goiânia. Para os especialistas, recuperar o prédio não significa apenas conservar fachadas ou estruturas de concreto. O novo uso precisa manter a integração entre os ambientes, a relação com a vegetação e a leitura espacial concebida pelos arquitetos.
A sede permanece, assim, entre duas imagens de Goiânia. Uma guarda o som das marchinhas, os vestidos dos bailes, as piscinas ocupadas e as arquibancadas dos jogos. A outra reúne concreto exposto ao tempo, dívidas, processos e projetos que ainda não saíram do papel. A decisão sobre o futuro do Jóquei determinará se a cidade transformará um símbolo do próprio passado em espaço público ou acrescentará mais um capítulo à história de abandono do Centro.
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