Janja desiste de desfilar em homenagem a Lula na Sapucaí

A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, não desfilou na homenagem da Acadêmicos de Niterói ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo (15/2). Janja era aguarda no último carro alegórico da agremiação, que abriu as apresentações do grupo especial do Carnaval do Rio de Janeiro.

A agremiação havia indicado que Janja seria o destaque do quinto carro do desfile. A informação constava do livro Abre Alas, organizado pela Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), que reúne informações técnicas das escolas de samba e municia os jurados na avaliação dos elementos do espetáculo.

No lugar de Janja, o destaque do último carro alegórico foi a cantora Fafá de Belém, próxima de Janja e de Lula (veja na foto abaixo).

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A cantora Fafá de Belém no desfile da Acadêmicos de Niterói.

Segundo pessoas que acompanharam o desfile ao lado de Lula, a primeira-dama chegou a passar pela Marquês de Sapucaí, mas, pouco depois, retornou ao camarote no qual o petista acompanhou a passagem da escola de Niterói.

O petista acompanhou a passagem com familiares, amigos e ministros. Além deles, também estiveram presentes o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), o vice-presidente Geraldo Alckmin e a sua esposa, Lu Alckmin. Uma das maiores lideranças do PT, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu é outro nome que marcou presença no camarote.

A decisão de Janja de não desfilar ocorreu em meio a questionamentos a respeito de delitos eleitorais na apresentação. Ao longo das últimas semanas, ministros foram aconselhados a não desfilar neste domingo, a fim de evitar questionamentos jurídicos da apresentação.

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Primeira escola a entrar na Marquês de Sapucaí pelo grupo especial do Carnaval do Rio de Janeiro este ano, a Acadêmicos de Niterói contará a história de Lula em “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil“.

O samba-enredo da agremiação trouxe referências diretas ao universo do PT. A letra reproduziu um dos gritos de guerra entoados pela militância (“Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula”) e mencionará, em duas passagens, o número de urna do partido.