Chuvas – Foto: SMRphoto/ Istockphoto.com
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) ativou o alerta laranja de perigo para tempestades em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, EspÃrito Santo e Rondônia. A medida, válida até as 10h desta terça-feira (18), responde à passagem de uma frente fria que intensifica chuvas e ventos. Os riscos incluem volumes de precipitação entre 50 e 100 mm por dia, o que pode gerar transtornos em áreas urbanas e rurais.
Autoridades monitoram a situação desde a manhã de segunda-feira (17), quando o sistema meteorológico começou a avançar pelo território nacional. O alerta abrange todo o território desses estados, com ênfase em regiões metropolitanas como a capital paulista e o entorno do Rio de Janeiro.
- Chuvas intensas: de 30 a 60 mm por hora em pontos isolados.
- Ventos fortes: rajadas entre 60 e 100 km/h, capazes de derrubar estruturas leves.
- Granizo: possibilidade em áreas do Sul e Sudeste, com diâmetros variando de 1 a 2 cm.
Dados preliminares indicam que novembro já acumula 20% mais precipitações que a média histórica nessas regiões, favorecendo o desenvolvimento de temporais localizados.
Regiões mais vulneráveis aos temporais
A frente fria avança rapidamente pelo Sul, atingindo Paraná e Santa Catarina com maior intensidade na tarde desta terça. Nessas áreas, o Inmet registra ventos acima de 80 km/h em medições iniciais, o que exige atenção de órgãos de defesa civil. MunicÃpios como Curitiba e Florianópolis preparam equipes para resposta imediata a eventuais ocorrências.
No Sudeste, São Paulo e Minas Gerais enfrentam chuvas persistentes desde o fim de semana, com acumulados que superam 70 mm em 24 horas na região metropolitana de Belo Horizonte. A Defesa Civil estadual orienta a população a evitar deslocamentos desnecessários durante picos de precipitação.
O Centro-Oeste, incluindo Mato Grosso do Sul e Goiás, registra instabilidade crescente, com previsão de granizo em cidades como Campo Grande e Goiânia. Esses eventos isolados podem afetar o tráfego em rodovias federais, segundo relatórios do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes.
Causas meteorológicas da instabilidade atual
Uma baixa pressão atmosférica associada à frente fria impulsiona a umidade do oceano Atlântico para o interior do paÃs. Esse mecanismo, comum no perÃodo de transição para o verão, eleva a convecção em altitudes elevadas, gerando nuvens carregadas. Modelos numéricos do Inmet indicam que o fenômeno se desloca para leste a uma velocidade de 40 km/h.
A influência do La Niña, que se fortalece em novembro, contribui para padrões de precipitação acima da média, conforme análises de estações automáticas distribuÃdas pelo território. Registros mostram que, em 2025, o mês já apresenta 15% de aumento em eventos de vendaval comparado a anos anteriores.
Especialistas destacam que a combinação de alta umidade e temperaturas acima de 25°C na superfÃcie acelera o desenvolvimento de tempestades. Essa dinâmica afeta diretamente a agricultura em áreas como o interior de São Paulo, onde plantações de soja enfrentam exposição prolongada à chuva.
Medidas preventivas recomendadas pela defesa civil
Evitar áreas de risco geológico, como encostas e margens de rios, representa a principal orientação dos órgãos estaduais. Em São Paulo, a Coordenadoria de Proteção e Defesa Civil emite comunicados por aplicativos para alertar sobre pontos de alagamento recorrente. Populações em zonas baixas preparam sacos de areia para barreiras improvisadas.
No Rio de Janeiro, equipes de engenharia inspecionam pontes e viadutos sensÃveis a ventos fortes, com base em laudos técnicos atualizados. Moradores recebem instruções para fixar objetos soltos em residências e veÃculos.
Impacto na infraestrutura urbana e rural
Tempestades recentes causaram interrupções em linhas de transmissão elétrica em pelo menos cinco municÃpios de Minas Gerais, afetando 2 mil residências na noite de segunda. Operadoras de energia mobilizam geradores provisórios para restabelecer o serviço até o fim do dia.
Em rodovias do Paraná, como a BR-277, equipes de manutenção removem detritos acumulados por chuvas anteriores, garantindo fluidez no tráfego. No setor agrÃcola, produtores em Mato Grosso do Sul monitoram lavouras de milho, que acumulam até 80 mm de água em solos já saturados.
Relatórios indicam que eventos semelhantes em outubro resultaram em 150 chamadas para resgate em áreas inundadas no EspÃrito Santo. Autoridades planejam simulações de evacuação para regiões de maior vulnerabilidade.
Previsão para as próximas horas em áreas crÃticas
Até o meio-dia, o foco permanece no litoral paulista, onde nuvens cumulonimbus se formam rapidamente sobre Santos e Guarujá. O Inmet atualiza mapas a cada três horas, incorporando dados de radares Doppler para precisão. Temperaturas caem para 18°C em altitudes elevadas do Sul.
No Norte de Rondônia, precipitações isoladas atingem 40 mm, com ventos moderados de 50 km/h. Comunidades ribeirinhas recebem suprimentos extras via barco, em coordenação com prefeituras locais.
Essa sequência de alertas reforça a necessidade de monitoramento contÃnuo, especialmente em capitais com alta densidade populacional como Porto Alegre e Vitória.


