Incêndio avança na Chapada – Foto: reprodução
Um incêndio de grandes proporções avança na Serra de Santana, em Cavalcante, no nordeste de Goiás, desde o domingo, 28 de setembro de 2025. Mais de 30 brigadistas e equipes do Corpo de Bombeiros atuam no local para conter as chamas. O fogo já consumiu mais de 2 mil hectares de vegetação, segundo o Painel do Fogo do governo federal.
As operações ocorrem em terreno montanhoso e de difícil acesso, agravado pelo clima seco, altas temperaturas e ventos fortes.
- Brigadas envolvidas incluem Brivac, ICNBio, Brigada de São Jorge e Prevfogo.
- Duas guarnições do Corpo de Bombeiros enviadas na terça-feira, 30.
- Reforço de especialistas chegou nesta quarta-feira, 1º de outubro.
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade confirma que o parque nacional permanece aberto à visitação, sem registro de impactos em animais.
Esforços de contenção no terreno desafiador
O combate às chamas enfrenta obstáculos devido à topografia irregular da Serra de Santana. Brigadistas relatam que o relevo acidentado limita o deslocamento de equipamentos.
Ventos fortes propagam o fogo rapidamente, criando novas frentes de ignição. Equipes monitoram três linhas principais de avanço das chamas.
Previsões meteorológicas apontam para possível redução da intensidade dos ventos nos próximos dias, o que pode facilitar as ações de controle.
Causas e investigações em curso
Autoridades ainda não determinaram a origem exata do incêndio. Relatos iniciais descartam, por enquanto, indícios de ação criminosa.
A Polícia Civil iniciou perícia no local para analisar vestígios. Amostras de solo e vegetação serão examinadas em laboratório.
Histórico de queimadas na região sugere fatores como seca prolongada e atividades humanas inadvertidas. Em 2024, um foco similar consumiu 10 mil hectares na Chapada.
O Painel do Fogo registra aumento de 15% nos alertas de incêndios em Goiás neste período seco.
Histórico de incêndios na Chapada dos Veadeiros
A região registra episódios recorrentes de fogo durante a estação seca. Em agosto de 2025, 900 hectares foram afetados nos Alpes Goianos, controlados em dois dias.
Brigadistas voluntários participaram ativamente, junto ao ICMBio e Ibama. O parque abrange municípios como Alto Paraíso e Teresina de Goiás.
Em setembro de 2025, outro foco em São João d’Aliança mobilizou 50 profissionais por 33 dias.
Dados do Inpe indicam 244 focos detectados em Goiás nas últimas 24 horas até 30 de setembro.
Alertas da prefeitura local
A Prefeitura de Cavalcante emitiu comunicado oficial sobre os riscos das queimadas. Autoridades destacam preservação da fauna e flora do Cerrado.
Comunidades rurais recebem orientações para evitar novas ignições. Moradores colaboram com monitoramento de bordas da mata.
O equilíbrio ambiental da área depende de ações coordenadas entre órgãos estaduais e federais.
Estratégias de monitoramento contínuo
Equipamentos de satélite rastreiam o perímetro do incêndio em tempo real. Drones auxiliam na identificação de pontos quentes remotos.
Posto de comando temporário foi instalado em Cavalcante para coordenar suprimentos. Veículos e aeronaves apoiam o transporte de água e ferramentas.
Voluntários locais integram a rede de observação, reportando mudanças no comportamento do fogo.
O monitoramento persiste mesmo após contenção inicial, para prevenir reignições em áreas de turfa.
Medidas preventivas adotadas
Queimas controladas em zonas buffer protegem áreas sensíveis. Treinamentos anuais capacitam 140 brigadistas na região.
Parcerias com o Ibama fortalecem o estoque de equipamentos de proteção. Campanhas educativas distribuem materiais em escolas e associações rurais.
Investimentos em cisternas elevam a capacidade de abastecimento hídrico durante operações.
Operações integradas de brigadistas
Mais de 30 profissionais da Brivac e ICNBio atuam em turnos ininterruptos. O Corpo de Bombeiros fornece suporte logístico com veículos especializados.
Coordenação unificada otimiza o uso de recursos, evitando sobreposições. Brigada de São Jorge foca em frentes de baixa altitude, diferentemente de Alto Paraíso.
Alex Gomes, coordenador local, enfatiza a adaptação a condições variáveis de umidade. Equipes registram avanços parciais em duas das três linhas de fogo.
A integração de voluntários expande o alcance das frentes de trabalho, cobrindo 80% do perímetro afetado.
Avanços no controle das chamas
Reforços chegados nesta quarta-feira intensificam o cerco às frentes ativas. Técnicas de contrafogo isolam áreas de propagação rápida.
Redução prevista na temperatura pode estabilizar o avanço do incêndio até sexta-feira. Monitoramento noturno usa lanternas e sensores térmicos.
O Painel do Fogo atualiza dados a cada seis horas, confirmando estabilização em setores periféricos.
Brigadistas preparam planos para reabilitação inicial da vegetação queimada, com semeadura de espécies nativas.

