horário de verão – Foto: Rawf8/iStock.com
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) recomendou, em julho de 2025, a retomada do horário de verão no Brasil como medida para evitar apagões em horários de pico. A proposta surge em meio a alertas sobre a sobrecarga no sistema elétrico, especialmente entre 18h e 21h, conforme o Plano da Operação Energética (PEN 2025). Extinto em 2019, o mecanismo pode ser reativado para equilibrar a demanda energética. A decisão final depende de estudos do governo federal.
A discussão ganhou força após o ONS apontar riscos de desabastecimento nos próximos cinco anos, caso não sejam realizados novos leilões de potência. O horário de verão, que vigorou por 88 anos desde 1931, é visto como uma solução emergencial.
- Redução da carga em horários de pico, aliviando usinas hidrelétricas e térmicas.
- Possível economia de energia em setores residenciais e comerciais.
- Alternativa temporária até a ampliação da infraestrutura elétrica.
O debate, porém, divide opiniões entre a população e especialistas.
Pressão no sistema elétrico
O sistema elétrico brasileiro enfrenta desafios crescentes para atender a demanda. O PEN 2025 destaca que, sem medidas como o horário de verão, o risco de apagões pode aumentar. A proposta inclui o uso de usinas térmicas flexíveis, mas a reativação do horário de verão é vista como uma solução de curto prazo.
Apoio e críticas à medida
Pesquisas recentes mostram apoio parcial da população ao retorno do horário de verão. Levantamento de 2024 do portal Reclame Aqui indica que 41,58% dos brasileiros são totalmente favoráveis, enquanto 13,10% apoiam com ressalvas. Por outro lado, cientistas alertam para impactos na saúde. Estudos apontam que a mudança de horário pode afetar o ritmo circadiano, dificultando a adaptação do sono. Manuela Silva Silveira da Mota, psicóloga do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, destaca que a alteração pode gerar desconforto por semanas. Especialistas também questionam a eficácia da medida em economizar energia em larga escala.
Impactos na rotina diária
A mudança no horário influencia diretamente os hábitos da população. A nutricionista Ivana Goulart explica que o horário de verão pode alterar padrões alimentares. Muitas pessoas tendem a jantar mais tarde, seguindo a luz solar. O ajuste no relógio pode desregular o sono, impactando a produtividade. Esses efeitos, embora temporários, exigem adaptação de semanas.
Decisão ainda em análise
O ONS segue monitorando a demanda energética para embasar a proposta. Novas projeções serão apresentadas nos próximos meses, e a decisão depende do governo federal. A medida, se aprovada, seria uma resposta emergencial à crise energética, mas enfrenta resistência devido a preocupações com a saúde e a eficácia.
Efeitos na economia e sociedade
A volta do horário de verão pode beneficiar setores como comércio e turismo, que aproveitam a luz solar esticada. Bares e restaurantes, por exemplo, tendem a registrar maior movimento. Por outro lado, trabalhadores de turnos matinais podem enfrentar dificuldades com a mudança. A sociedade permanece dividida, com parte da população nostálgica pela medida e outra preocupada com seus impactos.
Próximos passos
O governo federal deve avaliar os estudos do ONS antes de decidir sobre a retomada. A análise inclui dados de consumo energético e impactos socioeconômicos. A implementação, se confirmada, pode ocorrer ainda em 2025, com ajustes sazonais.


