A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo investigam um incidente em que uma jovem perdeu parte dos movimentos após uma volta na montanha-russa Montezum, localizada no parque de diversões Hopi Hari, em Vinhedo, interior de São Paulo.
Além disso, O caso foi registrado em 20 de abril deste ano e foi divulgado no domingo, 20, pelo Fantástico, da TV Globo. Dessa forma, A administradora Julia Rimoli Bossoni, de 28 anos, visitava o parque de diversões com o marido. Com isso, ela sofreu traumatismo craniano.
Nesse sentido, em nota, o Hopi Hari disse que a Montezum possui certificação internacional emitida pelo Grupo TUV Nord, que o parque segue protocolos de segurança, com o treinamento de pessoal, e que o parque também segue rigorosamente a norma nacional para parques de diversões.
Contexto e detalhes sobre Hopi Hari
“O episódio envolvendo a jovem paranaense ocorreu em sua segunda passagem pela atração, quando apresentou um quadro de convulsão e recebeu pronto atendimento das equipes do parque, seguindo todos os protocolos de segurança. Portanto, A providência inicial foi prestar os primeiros socorros no ambulatório do parque”, disse.
Em seguida, conforme a nota, a visitante foi encaminhada para a Santa Casa de Vinhedo, onde permaneceu internada até apresentar condições de retorno à sua cidade. “A direção do parque acompanhou de perto o tratamento prestado, sempre em contato com os familiares, custeando as despesas durante a permanência em Vinhedo”, ressaltou.
De acordo com as apurações, de acordo com o marido de Julia Rimoli, João Pedro Bossoni Dionisio, o traumatismo craniano na mulher foi “decorrente dos fortes impactos e solavancos da atração”.
Principais pontos e impactos da decisão
Por outro lado, júlia passou 57 dias internada em Vinhedo, depois foi transferida para Londrina, no Paraná.
Diligências
Vale destacar que em manifestação protocolada em 24 de agosto de 2026, a 2ª Promotoria de Justiça de Vinhedo solicitou o retorno dos autos à Delegacia de Polícia de Vinhedo para o cumprimento de uma série de diligências:
Perícia Técnica na Atração e Maquinário: O Ministério Público requereu o acionamento do Instituto de Criminalística (IC) para realizar perícia técnica no carrinho utilizado pela vítima e na estrutura da montanha-russa Montezum. Sendo assim, O objetivo é checar as condições de manutenção, funcionamento, falhas de segurança ou riscos estruturais capazes de causar lesões semelhantes.
Exame de Corpo de Delito Indireto (IML): O envio da integralidade dos prontuários médicos da vítima ao Instituto Médico-Legal (IML) para a confecção do laudo de exame indireto, a fim de atestar formalmente a natureza e a gravidade das lesões.
Requisição de Prontuários Médicos: A expedição de ofícios para obtenção da cópia integral dos prontuários de atendimento do ambulatório do Hopi Hari, da Santa Casa de Vinhedo e do Hospital Unimed de Londrina.
Esclarecimentos sobre o Sistema de Imagens: A notificação oficial do parque Hopi Hari para prestar esclarecimentos detalhados sobre o funcionamento do sistema de fotos comerciais da atração. Além disso, A empresa alegou a inexistência de câmeras no trajeto de descida, enquanto a defesa da vítima aponta a presença de um ponto de captura de imagens comercializado no local (Montezum).
Defesa pede perícia
Dessa forma, A defesa de Júlia pede que a polícia realize uma perícia in loco na montanha-russa Montezum “para catalogar, fotografar e inspecionar fisicamente todos os sensores, câmeras e dispositivos de captação de imagens existentes no percurso, de forma a confrontar as informações prestadas pela administração do parque com a estrutura física instalada”.
De acordo com a Polícia Civil de São Paulo, o processo estava em andamento no Juizado Especial Criminal (Jecrim) de Vinhedo e retornou recentemente à Delegacia de Vinhedo com a solicitação de novos documentos e perícia na atração. A Polícia Civil aguarda o laudo da perícia técnica.
Leia a nota do Hopi Hari na íntegra:
A Montezum Possui certificação internacional emitida pelo Grupo TUV Nord, uma das maiores organizações de inspeção e testes de atrações do mundo. As inspeções acontecem anualmente no caso de atrações radicais como a Montezum, e bianuais, em atrações de baixa complexidade. Outros importantes protocolos de segurança, treinamento de pessoal e de atenção ao visitante fazem parte da rotina diária do Hopi Hari em todas as suas atrações. O parque também segue rigorosamente a norma nacional para parques de diversões “ABNT NBR 15926-2023 Equipamentos de Parques de Diversão”.
Antes mesmo de acessar a Montezum, placas contendo dados sobre a atração estão colocadas em pontos de fácil visualização para que todos os visitantes tenham informações claras e detalhadas sobre o funcionamento da montanha russa, além de recomendações e restrições. Ainda quando estão na fila para acessar a atração, um sistema de áudio destaca as recomendações e restrições. E, no momento do embarque, os operadores da atração também reforçam as informações, por meio de um sistema de som.
Os procedimentos seguem normas internacionais adotadas em atrações ao redor do mundo e integram rotinas obrigatórias de segurança e operação. De janeiro de 2026 até o momento, mais de 870 mil pessoas frequentaram o parque e, deste total, aproximadamente 470 mil pessoas passaram pela atração, que é a mais visitada do Hopi Hari.
Também é importante destacar que, recentemente, o Ministério Público emitiu parecer sobre a atração enfatizando não haver risco coletivo, defeito no projeto da montanha russa ou qualquer negligência. No texto do parecer, o MP destaca “a regularidade do funcionamento da atração “Montezum” sob a ótica da tutela coletiva e difusa da segurança e saúde dos consumidores”. O parecer acrescenta, ainda, que “o estabelecimento prestador do serviço adota protocolos rigorosos de prevenção, manutenção e segurança operacional”.
E enfatiza que “a montanha-russa “Montezum” é submetida a rotinas periódicas de inspeção técnica diária , abrangendo a estrutura de madeira, trilhos, fixações, travas de segurança, cintos, sensores fotoelétricos, painéis elétricos e sistemas de frenagem, com supervisão por equipe de engenharia e certificações técnicas pertinentes. Ademais, constata-se a existência de sinalização visual e sonora no local, informando previamente a classificação da atração como radical, as forças e movimentos nela envolvidos, além das expressas contra indicações de uso a pessoas com problemas na coluna, gestantes e portadores de condições clínicas específicas”, descreve o parecer.
As placas indicativas com as informações nelas contidas, também estão anexadas neste email.
O Hopi Hari esclarece ainda que a visitante do Paraná acessou a atração por duas vezes no mesmo dia de sua visita ao parque, conforme imagens anexadas. A primeira ida à Montezum ocorreu às 11h da manhã e a segunda, cerca de cinco horas depois, por volta de 16h30 do mesmo dia.
O episódio envolvendo a jovem paranaense ocorreu em sua segunda passagem pela atração, quando apresentou um quadro de convulsão e recebeu pronto atendimento das equipes do parque, seguindo todos os protocolos de segurança. A providência inicial foi prestar os primeiros socorros no ambulatório do parque. A visitante foi encaminhada para a Santa Casa de Vinhedo, onde permaneceu internada até apresentar condições de retorno à sua cidade. A direção do parque acompanhou de perto o tratamento prestado, sempre em contato com os familiares, custeando as despesas durante a permanência em Vinhedo.
Vale ressaltar que o departamento jurídico do Hopi Hari também manteve contato com os familiares da visitante paranaense para o suporte necessário durante todo o processo de atendimento da paciente em seu tratamento. O corpo jurídico, assim como a direção do parque, seguem à disposição da família da visitante. Importante destacar também que o Hopi Hari dispõe de um seguro que foi franqueado à família.
O Hopi Hari segue investindo em normas, procedimentos e treinamentos visando a segurança das atrações do parque que, nos últimos 5 anos, já recebeu mais de 5,5 milhões de visitantes.
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