O Grêmio se depara com uma cobrança judicial significativa de R$ 19 milhões, movida pelo empresário Giuliano Bertolucci, que entrou com um pedido para penhorar valores referentes às premiações da Copa do Brasil e à venda do zagueiro Viery, conforme revelado em 1º de setembro de 2026. A ação busca garantir o recebimento de uma dívida que se arrasta por seis anos.
Grêmio é acionado judicialmente por dívida de R$ 19 milhões
O empresário Giuliano Bertolucci formalizou uma ação na Justiça para cobrar um débito de R$ 19 milhões do Grêmio. Para assegurar o pagamento, Bertolucci solicitou a penhora de valores que o clube receberá com premiações da Copa do Brasil. Outro alvo do pedido é a quantia obtida com a negociação do zagueiro Viery, vendido à Fiorentina, da Itália, por R$ 88,5 milhões.
Origem e duração do débito com Giuliano Bertolucci
As informações foram inicialmente divulgadas por um jornalista e confirmadas pela apuração. A dívida, que já perdura por seis anos, é resultado de diversos negócios e intermediações realizadas entre o empresário e o Grêmio. Este tipo de transação, comum no futebol, envolve comissões por transferências e contratos, e sua não resolução pode acarretar sérias complicações financeiras e legais para as equipes envolvidas. Há expectativas de que um acordo seja homologado em breve para solucionar a questão.
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Valores da Copa do Brasil e venda de Viery como alvos de penhora
O pedido de penhora mira diretamente nas fontes de receita do Grêmio. Em caso de avanço às semifinais da Copa do Brasil, o clube teria recebido um prêmio de R$ 9 milhões da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Pela classificação para as quartas de final, a equipe já havia embolsado R$ 4 milhões. A venda do zagueiro Viery, uma das maiores transações recentes do Grêmio, também está sob a mira da Justiça para o cumprimento da dívida.
Pedidos detalhados no processo judicial em Porto Alegre
O documento que formaliza os pedidos de penhora, assinado pelo advogado de Bertolucci, data de 17 de agosto. Ele foi protocolado na 2ª Vara Cível do Foro Regional do 4º Distrito da Comarca de Porto Alegre. O texto da petição detalha as exigências:
- Penhora de valores de qualquer natureza que o Grêmio já possua ou venha a possuir junto à Confederação Brasileira de Futebol.
- Foco especial nas cotas de participação e premiações da Copa do Brasil de 2026, relativas às quartas de final e fases subsequentes.
- Em relação à venda de Viery, requer-se o envio de ofício à CBF com os dados da operação.
- Comunicação oficial à Federação Italiana de Futebol e à Fiorentina sobre a existência da penhora.
Impacto da situação financeira do clube e o fair play
A cobrança judicial intensifica o cenário de dificuldades financeiras que o Grêmio já enfrenta. Recentemente, o clube incorreu em um “Evento de Insolvência” e sofreu um bloqueio preventivo, similar a um transfer ban. Essa medida foi imposta pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf), um órgão independente criado pela CBF para garantir a aplicação das regras de fair play financeiro no futebol brasileiro. A dívida milionária, somada a essas restrições, representa um desafio significativo para a gestão do Grêmio.

