Horário de Verão – :diephosi/Istock.com
Governo federal anunciou nesta semana, em Brasília, a suspensão definitiva do horário de verão para o período de 2025. A medida, suspensa desde 2019, não será aplicada em nenhuma região do país. O Ministério de Minas e Energia justificou a decisão com base em estudos que apontam baixa eficiência energética da prática. A escolha visa manter horários fixos e evitar adaptações na rotina de trabalhadores e empresas.
O pico de consumo de energia deslocou-se para as tardes quentes, reduzindo benefícios do adiantamento de relógios. Relatórios do Operador Nacional do Sistema Elétrico indicam estabilidade no fornecimento até fevereiro de 2026. A decisão ocorre em meio ao verão mais quente desde 1961, com ondas de calor intensas.
Principais afetados incluem setores do Sudeste, Sul e Centro-Oeste.
- Trabalhadores com jornadas fixas evitam ajustes sazonais.
- Estudantes mantêm horários escolares uniformes.
- Empresas de logística simplificam operações nacionais.
Mudanças no consumo energético guiam a escolha
Estudos do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico revelam que o uso de ar-condicionado elevou o pico de demanda para o meio da tarde. Antes, o horário de verão reduzia o consumo noturno de iluminação, mas agora essa economia cai abaixo de 0,5% do total nacional. O Ministério de Minas e Energia baseou-se em dados de 2024 para confirmar a irrelevância da medida.
Reservatórios de hidrelétricas apresentam níveis acima das expectativas, graças a chuvas regulares no período seco. A modernização de redes elétricas e tecnologias como LED contribuem para o equilíbrio do sistema.
Impactos no comércio e no varejo
Lojas em centros urbanos preveem ajustes em horários de funcionamento para compensar a falta de luz natural extra à noite. Setores como bares e shoppings relatam possível redução no fluxo de clientes após as 18h. Uma pesquisa de 2024 indica que 60% da população prefere horários fixos pela previsibilidade.
Empresas do turismo avaliam cronogramas de eventos culturais sem extensões sazonais. Bancos e serviços públicos mantêm operações inalteradas, facilitando a coordenação nacional.
O varejo, que se beneficiava de mais uma hora de atividade ao ar livre, agora foca em promoções noturnas para atrair consumidores.
Setores produtivos adaptam operações
Indústrias no Sul e Sudeste evitam interrupções em turnos por mudanças de fuso. Transporte público opera com cronogramas estáveis, reduzindo atrasos em conexões interestaduais. A uniformidade beneficia exportadores que dependem de horários internacionais precisos.
Empresas de energia investem em eficiência para lidar com demandas vespertinas. Estudantes e professores relatam menor confusão em calendários acadêmicos.
Serviços essenciais, como saúde e segurança, ganham com rotinas previsíveis em todo o território.
Histórico da medida no Brasil
O horário de verão iniciou em 1931 para economizar energia com luz natural. Aplicado continuamente de 1985 a 2019, adiantava relógios de novembro a fevereiro em regiões selecionadas. A suspensão em 2019 veio após análises de hábitos alterados pela eletrificação residencial.
Decisões anuais do Comitê de Monitoramento avaliaram viabilidade em 2023 e 2024, mas optaram pela manutenção do fim. Em 2025, o foco recai sobre transição energética sustentável. A prática só retornaria em crises hídricas graves, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico.
Avaliações regionais da decisão
Regiões Norte e Nordeste, com menor variação solar, apoiam a uniformidade para evitar distorções econômicas. Estados como São Paulo e Rio de Janeiro ajustam políticas locais de iluminação pública. Trabalhadores rurais mantêm alinhamento com ciclos agrícolas sem intervenções.
A medida favorece integração com fusos vizinhos, simplificando comunicações internacionais. Especialistas destacam ganhos em produtividade geral.
O equilíbrio entre consumo e rotina define o rumo das políticas para os próximos anos.

