Relógio conceito de horário de verão – Foto: Daniel Tamas Mehes/istock
O governo federal anunciou, em 15 de outubro de 2025, que o Brasil não adotará o horário de verão em 2025, mantendo o horário padrão em todo o território nacional. A decisão, confirmada pelo Ministério de Minas e Energia, visa simplificar a rotina de trabalhadores, empresas e serviços públicos, mas gera impactos em setores como comércio, transporte e energia. A medida reflete a avaliação de que os benefícios econômicos do horário de verão não justificam as mudanças no cotidiano. A ausência do adiantamento de uma hora nos relógios exige ajustes em diversas áreas.
A decisão afeta diretamente trabalhadores com jornadas fixas, estudantes e o setor de varejo, que tradicionalmente se beneficiava do aumento de horas de luz natural. O governo argumenta que a economia de energia já não é significativa devido a mudanças no consumo. Setores como agricultura e transporte público também precisarão reavaliar seus cronogramas.
- Principais impactos:
- Comércio pode ajustar horários de funcionamento.
- Transporte público deve manter cronogramas fixos.
- Setor de energia prevê estabilidade no consumo.
- Trabalhadores terão rotinas sem alterações sazonais.
O anúncio gerou debates entre especialistas e a população, com opiniões divididas sobre os efeitos da medida.
Motivos da decisão governamental
O governo considerou estudos que apontam redução nos benefícios do horário de verão. A economia de energia, principal justificativa no passado, perdeu relevância com a modernização das redes elétricas.
Além disso, a uniformidade de horários favorece a logística nacional, especialmente em regiões menos afetadas pela luz solar.
Impactos no comércio e serviços
O setor varejista, que historicamente se beneficiava do horário estendido, precisará adaptar estratégias. Lojas em centros urbanos podem manter horários fixos, impactando o fluxo de clientes.
Serviços como bancos e transporte público também avaliam ajustes para atender à demanda sem alterações sazonais.
Efeitos na rotina dos trabalhadores
A ausência do horário de verão garante maior previsibilidade para trabalhadores. Jornadas fixas, especialmente em indústrias, não sofrerão mudanças sazonais.
Estudantes também terão horários escolares estáveis, facilitando a organização familiar.
Setor de energia e sustentabilidade
Estudos do Ministério de Minas e Energia indicam que a economia gerada pelo horário de verão era inferior a 0,5% do consumo total. A decisão prioriza a estabilidade na distribuição de energia.
A modernização de usinas e redes elétricas reduziu a dependência de ajustes sazonais. Novas tecnologias, como iluminação LED, também diminuíram o impacto do consumo.
A medida alinha o Brasil a países que abandonaram o horário de verão, como Argentina e Chile. Dados da Operadora Nacional do Sistema Elétrico (ONS) mostram que o consumo energético se mantém estável sem a mudança.
Reações da sociedade
A decisão dividiu opiniões. Enquanto trabalhadores celebram a estabilidade, comerciantes de regiões urbanas temem menor movimento à noite.
Pesquisas realizadas em 2024 indicam que 60% da população prefere o horário fixo, segundo estudo do Datafolha.
Planejamento para 2025
O governo orienta empresas e serviços a planejar cronogramas com base no horário padrão. A recomendação é que ajustes sejam feitos com antecedência.
A decisão pode influenciar o calendário de eventos esportivos e culturais, que tradicionalmente se adaptavam ao horário de verão. Setores como turismo avaliam impactos em destinos que dependem de horários estendidos.

