Gordura no fígado bagunça o corpo: como o coração sente o impacto – UOL

Os números impressionam. Entre 20% e 40% da população convive com o problema, e a prevalência dispara entre pessoas com obesidade, diabetes ou síndrome metabólica. Embora mais comum em adultos de meia-idade, a esteatose já aparece em crianças com distúrbios metabólicos e em adolescentes expostos a dietas hipercalóricas e sedentarismo. E, ao contrário do senso comum, indivíduos magros também podem abrigar gordura no fígado.

Nos casos associados ao álcool, estima-se que 90% dos usuários abusivos apresentem infiltração gordurosa hepática, com uma parcela relevante evoluindo para hepatite alcoólica e cirrose.

A dificuldade é que o fígado raramente reclama cedo. Os sintomas só surgem quando o estrago está feito — e aí, o dano pode ser grave.

Quando o fígado sofre, o coração entra no jogo

No corpo humano, a gordura deveria ter endereço certo: o tecido adiposo. Porém, quando começa a se instalar em órgãos que não foram projetados para armazená-la, como o fígado, ela desencadeia um processo inflamatório que bagunça toda a fisiologia.

Por isso, quando os exames revelam um fígado gorduroso, é comum que o coração também esteja acumulando gordura ectópica — aquela que se aloja em locais inadequados.