Goianos gastam mais com atividade física e saúde do que a média nacional

Apesar dos números elevados, apenas 11% dos entrevistados afirmam que se mudariam da região Centro-Oeste para reduzir o valor das despesas

Goianos gastam mais com atividade física e saúde do que a média nacional (Foto: Pixabay)

Goianos gastam mais com atividade física e saúde do que a média nacional (Foto: Pixabay)

Luanna Marques

Um levantamento do Serasa sobre o custo de vida no Brasil aponta que os goianos gastam menos com moradia do que a média nacional, mas enfrentam custos elevados em áreas essenciais, como saúde e transporte. Enquanto o brasileiro desembolsa, em média, R$ 1.100 por mês com aluguel, financiamento e condomínio, em Goiás esse valor cai para R$ 900, uma diferença de R$ 200 em relação ao cenário nacional. Apesar da economia nessa categoria, outros serviços considerados básicos pesam no orçamento das famílias.

Dados da pesquisa divulgada nesta quarta-feira (11) mostram que o gasto médio mensal do brasileiro é de R$ 3.520. Em Goiás, o valor é menor, de R$ 3.370. Ainda assim, os gastos com saúde e atividade física, por exemplo, chegam a R$ 570 por mês entre os goianos, acima dos R$ 540 registrados no país.

O mesmo ocorre com o transporte: em Goiás, o gasto é de R$ 370, acima dos R$ 350 registrados na média nacional. Com lazer, os moradores do estado desembolsam R$ 360, enquanto o brasileiro gasta R$ 340.

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Despesas básicas custam mais na região Centro-Oeste

As despesas recorrentes, como água, energia elétrica, internet e serviços de streaming, também se destacam no Centro-Oeste. A região lidera como a mais cara do país nesse quesito, com média mensal de R$ 590, acima do Sul (R$ 550), do Sudeste (R$ 540) e da média nacional, de R$ 520.

No recorte regional do custo total de vida, o Centro-Oeste registra gasto mensal de R$ 3.660, acima da média nacional e atrás apenas do Sul, que lidera com R$ 3.940, e do Sudeste, com R$ 3.840. Já o Nordeste aparece como a região mais econômica, com R$ 2.760 por mês.

O estudo mostra ainda que sete em cada dez brasileiros afirmam que o custo de vida aumentou nos últimos 12 meses. Apesar disso, apenas 11% dos moradores do Centro-Oeste dizem que considerariam mudar de cidade para reduzir as despesas.

A pesquisa foi realizada em parceria com o Instituto Opinion Box entre 22 de dezembro de 2025 e 6 de janeiro de 2026. Ao todo, foram feitas 6.063 entrevistas em todo o país. O questionário contou com 60 perguntas, margem de erro de 1,2 ponto percentual e nível de confiança de 95%. Entre os entrevistados, 45% eram homens e 55% mulheres. Quanto à renda, 13% declararam renda alta, 35% renda média e 52% renda baixa.

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