COLUNA DO DOMINGOS KETELBEY
Deputado aguarda aval do núcleo bolsonarista em meio a racha interno no PL goiano
Deputado federal Gustavo Gayer (Foto: Bruno Spada/ Câmara dos Deputados)
O deputado federal Gustavo Gayer decidiu adiar qualquer definição sobre o próprio futuro eleitoral e aguardar uma conversa com o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato ao Planalto, antes de bater o martelo sobre 2026. O encontro é tratado como decisivo para o desenho do PL em Goiás, que atravessa um racha após a reunião entre o senador Wilder Morais e o ex-presidente Jair Bolsonaro, no último sábado (14).
Aliados descrevem à coluna Domingos Ketelbey, do portal Mais Goiás, que o momento como de “reflexão” e “reconfiguração”. A avaliação interna é que um movimento precipitado pode aprofundar a divisão no partido. A expectativa é que Flávio, ao retornar de viagem, visite Bolsonaro e alinhe diretamente com o ex-presidente a estratégia nacional e os desdobramentos nos estados. A conversa deve ocorrer na próxima semana, depois do Carnaval.
Nos bastidores, Gayer tem repetido que seguirá “as ordens do Bolsonaro”. Também sustenta que as informações que chegaram até ele não coincidem com a versão apresentada por Wilder após o encontro em Brasília. O senador goiano afirma ter recebido aval para defender candidatura própria ao Palácio das Esmeraldas.
Havia pressão para que Gayer reagisse publicamente, inclusive com vídeo nas redes sociais, marcando posição contrária à tese de Wilder. Parte do grupo chegou a ventilar a hipótese de desembarque do PL. O deputado, porém, optou por aguardar a definição do núcleo bolsonarista.
A ala ligada a Gayer trabalha com outro cenário. Defende uma aliança com o governador Ronaldo Caiado, na qual o deputado disputaria a segunda vaga ao Senado, ao lado da primeira-dama Gracinha Caiado, do União Brasil. Interlocutores apostam que Flávio Bolsonaro pode atuar como fiador desse arranjo, diante do alinhamento político com Caiado.
Se Wilder consolidar a candidatura própria e vencer o embate interno, aliados admitem que será necessário rever a estratégia. Entre as hipóteses em avaliação está o recuo da disputa ao Senado e a tentativa de reeleição à Câmara.


