Sexta-feira, 6 de novembro de 2026
Goiás

Fotógrafo de Trindade que recebeu mais de 50 ligações em 22 dias será indenizado por operadora

Fotógrafo de Trindade
Fotógrafo de Trindade que recebeu mais de 50 ligações em 22 dias será indenizado por operadora

Além disso, um fotógrafo de Trindade será indenizado por danos morais após receber mais de cinquenta ligações de telemarketing da operadora Claro em pouco mais de três semanas. Dessa forma, A decisão foi mantida por unanimidade pela 4ª Turma Julgadora da 2ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO).

Com isso, segundo o processo, o fotógrafo não era cliente da operadora, mas recebeu 57 ligações entre os dias 17 de dezembro de 2025 e 7 de janeiro de 2026. Em alguns dias, as chamadas ocorreram mais de cinco vezes e teriam prejudicado sua rotina de trabalho.

A ação foi proposta pelo advogado Ary Pimenta, que sustentou que o excesso de ligações interferia diretamente na atividade profissional do cliente. Embora algumas chamadas tenham sido atendidas, a maioria era encerrada imediatamente ou desligada antes que qualquer contato fosse estabelecido.

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Fotógrafo de Trindade: Operadora recorreu da condenação

O Juizado Especial Cível da Comarca de Trindade condenou a Claro ao pagamento de R$ 3 mil por danos morais e determinou que a empresa deixasse de realizar ligações com finalidade comercial para os dois números informados pelo fotógrafo.

A operadora recorreu, alegando que não havia comprovação de que as chamadas partiram de seus canais e que os fatos configurariam mero aborrecimento.

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TJGO manteve a indenização

Ao manter a condenação, o relator, juiz Vinícius Caldas da Gama e Abreu, destacou que o consumidor apresentou registros das ligações e um vídeo que identificava a operadora. Como a empresa não conseguiu comprovar que as chamadas não partiram de sua estrutura ou de prestadores de serviço vinculados a ela, a Turma Recursal reconheceu a falha na prestação do serviço.

Para os magistrados, a insistência das ligações ultrapassou o mero aborrecimento e caracterizou o chamado desvio produtivo do consumidor, já que o fotógrafo precisou dedicar tempo para tentar resolver um problema que não havia provocado.

Outro fator considerado pela Justiça foi a continuidade das ligações mesmo após o ajuizamento da ação, circunstância que reforçou a gravidade da conduta da empresa.

Além da indenização, a Claro foi condenada ao pagamento de R$ 1 mil em honorários advocatícios. Segundo o advogado Ary Pimenta, o processo já está em fase de cumprimento de sentença. A operadora realizou um depósito judicial e, em 10 de julho, a Justiça autorizou a expedição de um alvará eletrônico para que o fotógrafo recebesse R$ 4.055,67.

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Redação Foco Goiás