“Fogo amigo chegou a um nível que não dá mais”, diz Gayer em comunicado nas redes

“Eu não estou acusando o Wilder de nada, mas quero ter a confirmação de que essa conversa realmente aconteceu”

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“Fogo amigo chegou a um nível que não dá mais”, diz Gayer em comunicado nas redes (Foto: Reprodução)

O deputado federal Gustavo Gayer reagiu ao que chamou de “fogo amigo” dentro do PL em vídeo divulgado nesta segunda-feira (16) no Instagram. A publicação ocorreu após o senador Wilder Morais visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Papudinha e divulgar que recebeu o aval para disputar o governo de Goiás. Gayer, então, insinuou que se tratava de uma mentira, mas o próprio Eduardo Bolsonaro (PL) endossou o apoio do pai a Wilder.

As versões desencontradas resultaram em críticas nas redes sociais a ambos os lados, inclusive, com acusações de “Gayer traidor”, segundo o próprio deputado federal. Na divulgação deste vídeo, ele disse que “o fogo amigo chegou a um nível que não dá mais”.

Segundo ele, foi o próprio Bolsonaro que pediu a ele que evitasse criar conflitos com o governador Ronaldo Caiado (União) e que pediu a ele que convencesse Wilder a não disputar o governo. Gayer articulava para ocupar uma das vagas ao Senado na chapa do vice-governador Daniel Vilela (MDB), quando o senador anunciou que o partido teria candidatura própria no Estado.

“Bolsonaro acreditava que ele seria o candidato e que seria importante a direita se juntar contra o Lula. À época, ainda tentei convencê-lo do contrário, por causa do Daniel, que tem uma história no MDB. Disse que o Wilder ia crescer e defendê-lo. Após quase um ano, recebemos as pesquisas mostrando o Wilder em quarto lugar, e nós insistindo que ele desse entrevistas e começasse a andar pelo Estado. E nós percebemos que houve uma polarização entre Daniel e Marconi”, detalhou.

Ele ainda disse que Bolsonaro pediu que não houvesse briga em Goiás antes de ser preso, pensando na união no segundo turno para apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL) – apesar de a prisão ter ocorrido meses antes do lançamento da pré-candidatura do filho do ex-presidente. “Estou apanhando e me desgastando por seguir a orientação do meu líder, que é o presidente Bolsonaro. Tenho apanhado e, em respeito a ele, fico em silêncio, mas agora o fogo amigo chegou a um ponto que não dá mais. Eu vejo boatos sobre meu nome, rumores, sendo que, na verdade, estou fazendo um pedido do Bolsonaro.”

Gayer afirmou, ainda, que tem recebido semanalmente recados de Bolsonaro. “A mensagem que escuto é justamente não arrumar briga com o Caiado, pois precisa do apoio. E eu tentando seguir as ordens do presidente, mesmo sabendo que poderia custar caro.”

Ele, então, disse que Wilder visitou Bolsonaro e saiu do local com uma conversa diferente do que ele tem ouvido no último ano. “Então, decidi esperar para falar com o Flávio, que está viajando. Eu não estou acusando o Wilder de nada, mas quero ter a confirmação de que essa conversa realmente aconteceu. Faço qualquer coisa que Bolsonaro me pedir. Caso a orientação dele mude, não me importo em mudar também. Em momento algum, o nome de Daniel Vilela é citado. O que existe é uma conversa de Brasil, de eleição de Flávio e de maioria no Senado.”

Entre os comentários da publicação, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) demonstrou apoio ao goiano. “Você não pode e não será descartado nessas eleições. O seu papel é fundamental para a direita em Goiás e no Brasil. Acredito na sua palavra e faremos de tudo para resolver essa triste situação.”