DA AGÊNCIA O GLOBO | A Polícia Federal investiga se o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, atuou ao lado do advogado Willer Tomaz em um suposto esquema de lavagem de dinheiro. Além disso, O inquérito está em andamento no Supremo Tribunal Federal sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. Dessa forma, procurado, Flávio disse que se trata de “fake news”. Com isso, tomaz afirmou que não há irregularidades e vê com “estranheza” a revelação sobre a investigação “num domingo e a poucas horas do debate entre os candidatos à Presidência”.
Nesse sentido, O caso foi revelado pelo jornal “O Estado de S. Portanto, paulo” e confirmado pelo GLOBO. Em seguida, A investigação é um desdobramento de uma investigação da PF no Rio Grande do Sul sobre supostos crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas esportivas, as bets. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Flávio Bolsonaro continuam sendo acompanhados com atenção.
De acordo com as apurações, LEIA MAIS: Lula e Flávio focam em Vorcaro e na lobista Roberta Luchsinger em 1º bloco do debate Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Flávio Bolsonaro nos últimos dias.
Contexto e detalhes sobre Flávio Bolsonaro
Por outro lado, os policiais encontraram indícios de que Tomaz controla a Rede Loto, uma casa de apostas que obteve autorização do governo do Rio para operar em maio de 2023. Vale destacar que A partir das informações, os agentes pediram a quebra de sigilo telemático do advogado, o que deu acesso a mensagens, e-mails e outras informações do celular dele.
Sendo assim, A partir dessa análise, a PF encontrou vínculos com Flávio, o que fez a investigação ser enviada ao STF. Além disso, O relatório da PF diz que os “elementos analisados” mostram proximidade entre o presidenciável e o advogado.
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Dessa forma, um dos e-mails, como mostrou a colunista Malu Gaspar, do GLOBO, revela que Flávio estava cadastrado como “usuário master” de uma conta bancária conjunta com Tomaz. Com isso, A conta em questão no Santander estava em nome da Alcazar Holdings e era administrada por Tomaz. Nesse sentido, mas até maio de 2025 também era de Flávio Bolsonaro, segundo indica uma troca de e-mails captada pela PF no Icloud do advogado.
Principais pontos e impactos da decisão
Portanto, em maio daquele ano, uma secretária do advogado solicitou ao banco a desvinculação de uma conta identificada com o nome de Flávio e de outra em nome de Willer. Em seguida, O Santander confirmou a exclusão. De acordo com as apurações, flávio e o advogado negam ter compartilhado uma conta bancária e afirmam que o e-mail não comprova a existência dessa relação financeira.
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Por outro lado, willer também entrou na mira da PF por movimentações bilionárias na plataforma de apostas Blaze. Vale destacar que O advogado acionou a Justiça para tentar recuperar R$ 163,2 milhões que afirma ter perdido em jogos de cassino virtual ao longo de 2025. Na ação, sua defesa apresentou documentos que apontam R$ 4,8 bilhões em ganhos e R$ 4,96 bilhões em perdas, o equivalente a quase R$ 10 bilhões movimentados entre apostas e prêmios. Willer sustenta que a plataforma não bloqueou sua conta mesmo após pedidos de suspensão do acesso.
O que dizem as partes envolvidas
Flávio é alvo de inquérito no caso Dark Horse
Tomaz também é investigado por suspeita de participação nas fraudes do INSS e já foi alvo de um mandado de busca e apreensão. Flávio, por sua vez, também é alvo no STF em um inquérito sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A investigação apura os supostos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção.
Mensagens reveladas pelo portal ‘Intercept Brasil’ mostram que Flávio pediu ao banqueiro Daniel Vorcaro R$ 131 milhões para a produção da obra, dos quais R$ 60 milhões foram pagos, de acordo com planilhas apreendidas pela PF.
A investigação sobre Flávio foi pedida pela Polícia Federal (PF) e teve o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR)
Próximos passos e desdobramentos
“A Polícia Federal requer a instauração de PET sigilosa em apartado, vinculada ao INQ 5026, para apurar a possível prática dos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos, que teriam sido praticados, em tese, pelo Senador da República Flávio Nantes Bolsonaro, no contexto de financiamento para a produção de obra cinematográfica denominada Dark Horse junto ao Banco Master do banqueiro Daniel Bueno Vorcaro (…) Autorizo, nos termos do artigo 21, inciso XV, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, a instauração de procedimento investigatório vinculado ao INQ 5026 para apuração da hipótese criminal delineada pela autoridade policial”, escreveu o ministro André Mendonça, do STF, ao autorizar a investigação.
Flávio nega irregularidades na produção do filme e diz que não houve “um centavo de dinheiro público”.
A relação entre Flávio e Tomaz
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Em março de 2025, nove meses antes de se lançar à corrida presidencial, Flávio embarcou em um voo com destino à África do Sul com familiares e alguns amigos. No roteiro de uma semana, que incluiu um safári, estava acompanhado por Tomaz, com quem estreitou relações nos últimos anos.
A Polícia Federal identificou ao menos cinco viagens internacionais feitas em conjunto no primeiro semestre do ano passado. Depois da visita à África do Sul, os dois fizeram visitas a Portugal e França. Antes, já haviam voado juntos para os Estados Unidos, em uma viagem feita no jato operado por uma empresa que tinha Daniel Vorcaro, do Banco Master como sócio, e que tinha cotas de uso em nome de Willer.
A identificação das viagens foi possível após a PF vasculhar o celular e a caixa de e-mails de Willer, onde encontrou fotografias, reservas e registros de voos e aluguel de veículos. Em uma das imagens encontrada no celular do advogado por investigadores mostra Flávio, Weverton e Willer acompanhados de crianças, em uma área de savana.
O grupo retornou ao país uma semana depois.
Cerca de um mês depois de irem à África, Flávio e Willer embarcaram juntos novamente em abril de 2025, desta vez com destino a Portugal, e retornaram poucos dias depois, também no mesmo voo, segundo registros migratórios identificados pela PF durante a investigação.
No mês seguinte, em maio, Flávio e Willer partiram mais uma vez para a Europa, desta vez acompanhados das famílias. A viagem incluiu passagens por Portugal e França.
Documentos obtidos pela PF também mostram que Willer bancou viagens com Flávio e seus familiares utilizando outra empresa, a Cathedral Holding, como intermediária na aquisição das passagens aéreas, de acordo com a colunista Malu Gaspar.
E-mails analisados pela PF mostram que, dias antes do embarque, uma representante da agência de viagens que organizou a ida do grupo à Europa informou a uma funcionária do escritório de Willer sobre a contratação de dois veículos: um para traslado em Lisboa, capital portuguesa, e outro em Nice, no sul da França.
A PF também identificou que, em janeiro de 2025, na véspera da posse de Donald Trump nos Estados Unidos, Flávio, a mulher e as duas filhas embarcaram em um voo em Fort Lauderdale, na Flórida, com destino a Brasília, ao lado de Willer e integrantes da família do advogado. O grupo viajou em um jatinho particular operado pela Prime You, empresa de aviação executiva que teve entre seus sócios Daniel Vorcaro, então dono do Banco Master.
Vorcaro permaneceu como sócio direto da companhia até setembro de 2025. Tomaz afirmou que contratou os serviços da empresa como cliente e que desconhecia a participação do banqueiro na sociedade.
Uma reportagem da revista Veja em 2021 mostrou que Flávio frequentava uma propriedade de Willer no entorno de Brasília. O local, em Planaltina (DF), a 72 quilômetros do Palácio do Planalto, é conhecido como “Racho Tomaz” e usado pelo advogado para receber políticos com quem mantém relação. No mesmo ano, Durante a CPI da Covid no Senado,
Flávio chegou a sair em defesa de Willer após integrantes do colegiado tentarem quebrar o sigilo do advogado. Na ocasião, o senador se referiu a ele como “meu amigo Willer Tomaz”.
Além das viagens, em agosto, Tomaz cedeu um apartamento na Vila Nova Conceição, na zona sul de São Paulo, para que Flávio utilizasse durante a campanha.
O imóvel se tornou outra fonte de desgaste para o presidenciável por estar vinculado a Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, preso sob suspeita de comandar a maior fraude ao sistema financeiro do país. Segundo a Piauí, antes de ser adquirido por Willer, ele pertencia a Fabiano Zettel, cunhado e apontado pela Polícia Federal como principal operador do banqueiro.
Além da amizade, os dois mantêm uma atividade profissional em conjunto. Levantamento publicado pelo GLOBO em julho mostrou que Flávio atua ao lado de Willer em processos judiciais. Em um deles, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), os dois representam um dos sócios de uma indústria do Rio Grande do Norte em uma disputa empresarial que envolve a execução de R$ 159 milhões.
Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.
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