Nádia Gonçalves de Aguiar tinha 47 anos, trabalhava como servidora pública e ajudava famílias em situação de vulnerabilidade em Bela Vista de Goiás. O ex-namorado está preso preventivamente, segundo a família, à espera do julgamento
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Sobre o tema envolvendo namorado em Bela, além disso, yanne (esquerda) espera que o ex-companheiro de sua mãe (direita), que a matou, seja condenado no julgamento marcado para novembro (Foto: arquivo pessoal)
Dessa forma, A expectativa da filha da servidora pública Nádia Gonçalves de Aguiar para o julgamento do homem acusado de matá-la é alta. Com isso, yanne Aguiar espera uma condenação e uma pena severa. Mas sabe que nenhuma decisão judicial vai reparar a perda: “Mesmo que ele pegue muitos anos, não vai trazer minha mãe de volta”, disse ao Mais Goiás.
Nesse sentido, jonas Alves, de 29 anos, está preso preventivamente à espera do julgamento por júri popular, marcado para 12 de novembro, na Câmara Municipal de Bela Vista. Portanto, A filha diz confiar na condenação e espera que os agravantes sejam considerados. “Espero muito que ele pegue uma pena alta”, afirmou. Em seguida, E resume o limite do que o julgamento pode oferecer: “Vou viver o resto da vida com a dor da ausência dela”.
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De acordo com as apurações, nádia tinha 47 anos e era servidora pública. Por outro lado, no distrito de Rosalândia, em Bela Vista de Goiás, participava de ações para arrecadar alimentos, roupas e brinquedos para famílias em situação de vulnerabilidade. “Ela estava na melhor fase da vida dela”, lembra a filha. Viúva, Nádia havia começado um relacionamento com Jonas havia cerca de nove meses e aproveitava a convivência com o neto, ainda recém-nascido.

A filha conta que o casal era sociável, saía com amigos e participava de festas de família. Ainda assim, ela diz que sentia algo que a preocupava e chegou a comentar isso com a mãe. Segundo ela, a família só soube depois do crime que Jonas tinha histórico de violência doméstica.
“Sempre estavam aqui em casa em festas de família. Mas eu sempre sentia algo ruim vindo dele [Jonas]. Comentei com a minha mãe, mas ela não deu muita corda. A gente só foi descobrir o histórico criminal dele depois do que aconteceu com a minha mãe”, relatou Yanne Aguiar.
O relato sobre a agressão
Segundo a filha, Jonas atribuiu a discussão, que gerou a briga, a um óculos que teria caído e quebrado enquanto os dois estavam em uma moto. Ele teria dito que estava bêbado, ficou com raiva e agrediu Nádia. A filha relata que a mãe sofreu uma sequência de agressões graves, inclusive com um pedaço de madeira, um pedaço de concreto e pisadas na cabeça.
O caso foi investigado como feminicídio; Nádia morreu no Hospital de Urgências de Goiás em 13 de outubro de 2025, três dias após ser socorrida com traumatismo craniano e múltiplas lesões pelo corpo.

“Eu reconheci minha mãe por uma tatuagem”
A filha trabalhava em um hospital e havia acabado de cumprir um plantão de 24 horas quando recebeu a notícia. Saiu às pressas para o Hugo. Nádia estava tão desfigurada que a filha, que a via todos os dias, não conseguiu reconhecê-la de imediato: identificou a mãe por uma tatuagem nas costas e pelo pé.
“Eu reconheci minha mãe no hospital por uma tatuagem que ela tinha nas costas e pelo pé dela. Ela estava tão desfigurada ao ponto da própria filha, que a via todo dia, não reconhecer ela”, contou Yanne.

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