Os familiares da criança de 8 anos, que guardou sêmen do tio para provar que era vítima de estupro, responderão por estupro vulnerável, de forma omissiva e maus tratos. Segundo a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente de Goiás (DPCA-GO), os parentes desacreditaram os relatos da menina e a agrediram quando ela relatou ter sido abusada.
Conforme a delegada Aline Lopes, da DPCA-GO, a menina de 8 anos, que sofreu abusos sexuais do tio desde os 5, descreveu diversas vezes aos familiares que havia sido estuprada.
A delegada contou que, em certa ocasião, após a criança relatar o crime, o avô a agrediu até ela desmaiar e a avó a colocou de castigo, dizendo que ela devia “parar de mentir”.
Além dos relatos, a delegada explicou que a esposa do criminoso já flagrou ele nu com a menina. Porém, o tio inventou uma desculpa e todos os parentes acreditavam. Desacreditada pela própria família, a menina de 8 anos tomou uma atitude.
Após o tio forçá-la a fazer sexo oral, a criança guardou o material biológico e entregou para outros familiares, que denunciaram à polícia. Na última sexta (30/3), o criminoso de 25 anos foi preso e a avó da menina ainda resistiu à prisão do parente e não quis entregar a criança a outros familiares.
“Ele foi preso e aí uma familiar queria pegar a menina para poder tirar a menina daquele ambiente, né. A avó não quis entregar, só entregou após a intervenção da polícia e do conselho, dizendo que a menina ia ficar de castigo, porque o tio foi preso por causa dela”, disse Aline Lopes ao Metrópoles.

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Ainda conforme a DPCA, na delegacia, a avó da criança e a mãe do criminoso ficava, repetindo que o filho era inocente. ” ‘Mamãe está aqui com você, estamos juntos’, em nenhum momento eles acreditaram. Ficaram do lado dele (tio que estuprou a sobrinha) mesmo”, disse.
Os familiares devem responder pelo crime de estupro de vulnerável, na forma omissiva, por esconder das autoridades os abusos sexuais que a criança sofria, e por maus-tratos, devido às agressões que a criança sofria. O criminoso responderá por estupro vulnerável e o caso segue em investigação.

