Ex-presidente da Federação de Ciclismo dos EAU, Osama Al Shafar, morre em acidente no Tajiquistão

Redação
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Osama Ahmed Al Shafar, ex-presidente da Federação de Ciclismo dos Emirados Árabes Unidos e líder da Confederação Asiática de Ciclismo, faleceu nesta quarta-feira, 19 de novembro de 2025, após sofrer um acidente no Tajiquistão. O incidente ocorreu durante uma viagem oficial fora do país, onde ele representava interesses esportivos regionais. Al Shafar, de 50 anos, também atuava como vice-presidente da União Ciclística Internacional (UCI) desde 2021. Autoridades dos Emirados Árabes Unidos confirmaram o óbito e emitiram mensagens de condolências.

O Conselho Nacional Federal (FNC), do qual Al Shafar foi membro eleito em 2019 representando Dubai, lamentou a perda em comunicado oficial. Sheikh Hamdan bin Mohammed bin Rashid Al Maktoum, príncipe herdeiro de Dubai, expressou solidariedade à família. A Confederação Asiática de Ciclismo destacou sua contribuição para o desenvolvimento do esporte na região.

Al Shafar integrou o FNC por um mandato completo, focando em políticas esportivas e de infraestrutura. Sua morte representa uma interrupção em projetos internacionais de ciclismo.

  • Principais cargos ocupados por Al Shafar:
    • Presidente da Federação de Ciclismo dos EAU (2012-2020)
    • Presidente da Confederação Asiática de Ciclismo (desde 2017)
    • Vice-presidente da UCI (desde 2021)
    • Membro do Conselho Nacional Federal dos EAU (2019-2023)

Today, the UAE cycling family mourns the loss of Osama Al Shafar.

A pioneer, a leader, and a driving force behind the sport’s rise in the region.

His legacy will continue to inspire riders and generations to come.

May he rest in peace. pic.twitter.com/Y1X3Y9mmLZ

— UAE Tour Official (@uae_tour) November 19, 2025

Liderança no ciclismo dos Emirados Árabes Unidos

Durante oito anos à frente da Federação de Ciclismo dos Emirados Árabes Unidos, Al Shafar implementou programas de treinamento que elevaram o desempenho de atletas nacionais. Ele priorizou a organização de eventos locais, como corridas em Dubai e Abu Dhabi, que atraíram participantes internacionais. Sob sua gestão, a federação investiu em infraestrutura, incluindo pistas de treinamento modernas.

Esses esforços resultaram em conquistas notáveis, como medalhas em campeonatos árabes e asiáticos. Al Shafar também incentivou a inclusão de categorias juvenis, expandindo a base de talentos no país.

Expansão continental e global no esporte

Al Shafar assumiu a presidência da Confederação Asiática de Ciclismo em 2017, após vencer eleições em Dubai. Nesse período, ele promoveu a integração de federações de 42 países, organizando competições anuais que reuniram milhares de ciclistas. Sua reeleição em 2021 ocorreu por sorteio após empate, consolidando sua influência na Ásia.

No âmbito global, sua eleição como vice-presidente da UCI em 2021 marcou o primeiro representante asiático em posição de liderança na entidade. Ele defendeu a expansão do calendário de provas para o continente, incluindo eventos femininos e de base. Esses avanços fortaleceram parcerias com equipes profissionais, como a UAE Team Emirates.

Al Shafar também atuou em federações de bodybuilding, onde fundou entidades regionais e asiáticas, demonstrando versatilidade em esportes de endurance e força. Sua visão estratégica incluiu lobby por recursos em congressos internacionais, garantindo apoio financeiro para nações emergentes no ciclismo.

Contribuições para eventos e desenvolvimento de talentos

A Federação de Ciclismo dos EAU, sob Al Shafar, sediou etapas do Tour dos Emirados Árabes Unidos, evento que ganhou status World Tour em 2019. Ele coordenou a participação de atletas emiradenses em mundiais, resultando em pódios em categorias sub-23.

Programas de detecção de talentos identificaram ciclistas promissores, com bolsas para treinamento no exterior. Em 2020, a equipe nacional conquistou cinco medalhas em campeonatos árabes no Iraque.

Reações da comunidade esportiva internacional

O presidente da Confederação Asiática de Ciclismo, Dato’ Amarjit Singh Gill, emitiu nota de pesar, destacando o legado de Al Shafar na unidade asiática. A UCI expressou condolências e planeja homenagem em evento futuro.

Atletas dos Emirados Árabes Unidos, como participantes do Campeonato Mundial, dedicaram treinos recentes à memória do líder. Federações vizinhas, incluindo as do Bahrein e Omã, suspenderam atividades por um minuto de silêncio.

A família Al Shafar recebeu visitas de autoridades esportivas em Dubai, onde o funeral ocorrerá na sexta-feira, 21 de novembro.

Legado em políticas esportivas nos EAU

Como membro do FNC, Al Shafar contribuiu para leis que incentivam investimentos em infraestrutura esportiva, beneficiando múltiplas modalidades além do ciclismo. Ele defendeu orçamentos anuais para federações, resultando em arenas multifuncionais em Dubai.

Sua carreira de mais de 20 anos no esporte incluiu papéis em comitês olímpicos, onde promoveu o ciclismo como ferramenta de saúde pública. Projetos de inclusão feminina dobraram o número de atletas mulheres registradas na federação durante sua gestão.

Essas iniciativas posicionaram os Emirados Árabes Unidos como hub regional para competições, atraindo investimentos estrangeiros no setor.

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